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Polícia
Taxista é flagrado com milhares de cédulas falsas na fronteira entre Brasil e Bolívia
Boliviano detido em Corumbá (MS) disse que notas falsas de dólares e reais seriam usadas em ritual tradicional e distribuídas em feiras populares; PF instaurou inquérito e encaminhou material para perícia
06/01/2026 às 08:14por Redação Plox
06/01/2026 às 08:14
— por Redação Plox
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Um taxista estrangeiro detido na fronteira com milhares de dólares e reais falsos afirmou, em depoimento, que as cédulas seriam usadas em um ritual religioso em Corumbá (MS). O caso é apurado pela Polícia Federal (PF). O homem foi ouvido e liberado após a abordagem.
O suspeito, que não teve a identidade revelada, foi detido no Posto Esdras, na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá, por agentes da Receita Federal e da Polícia Militar, na noite de sábado (3).
Milhares de notas foram apreendidas pela Receita Federal.
Foto: Receita Federal/Reprodução
Notas impressas na Bolívia e destino em feiras populares
À Receita Federal e à Polícia Federal, o taxista boliviano relatou que as cédulas foram impressas em Santa Cruz, na Bolívia, e que seriam distribuídas em feiras populares de Corumbá.
Segundo o depoimento prestado à Receita, o dinheiro falso seria empregado em um ritual tradicional boliviano, que envolve o enterro de oferendas com pedidos de prosperidade à Pachamama, deusa cultuada no país vizinho.
A Polícia Federal vai investigar a origem do dinheiro falsificado e verificar a versão apresentada pelo taxista sobre a destinação das notas.
Abordagem e abertura de inquérito
A Polícia Federal em Mato Grosso do Sul instaurou inquérito para investigar o caso do taxista boliviano flagrado ao tentar entrar no Brasil com milhares de cédulas falsas de dólares e reais.
A apreensão foi feita na fronteira em Corumbá, durante ação conjunta da Receita Federal e da Polícia Militar, na noite de sábado (3).
Todo o material recolhido foi encaminhado para perícia, que deve detalhar o tipo e o grau de falsificação das notas.
Crime de falsificação de moeda
De acordo com a PF, a falsificação de moeda é crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena de três a 12 anos de reclusão, além de multa.
A legislação também prevê punição para quem importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou coloca em circulação moeda falsa, independentemente da finalidade alegada para o uso das cédulas.
Dicas para reconhecer notas falsas
A corporação orienta que a população observe diferentes elementos de segurança presentes nas cédulas verdadeiras. Entre os principais recursos que podem ajudar na identificação de notas falsas estão:
Faixa holográfica com alternância do valor e da palavra “reais” ao movimentar a nota.
Figura do animal com coloração visível.
Fio escuro com a inscrição “R$ 100” ou “R$ 200”, perceptível quando a nota é colocada contra a luz.
Relevo tátil em partes específicas da cédula.
Alinhamento de elementos gráficos na frente e no verso, também visível contra a luz.