Investigação em andamento: Marinha do Brasil apura alerta de vazamento de Petróleo no Amapá

Após denúncia de ONG, autoridades mobilizam esforços para verificar possível contaminação marítima de grande escala a 438 km da costa.

Por Plox

06/02/2024 06h52 - Atualizado há 3 meses

A Marinha do Brasil está mobilizando recursos para investigar uma denúncia de um possível vazamento de petróleo na costa do Amapá, a 438 km de distância da costa, uma área que compreende cerca de 170 km². O alerta, inicialmente levantado pela ONG Arayara, foi formalmente comunicado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que prontamente solicitou à Marinha uma análise detalhada sobre a presença de embarcações na região suspeita.

 

Foto: Marinha do Brasil/Reprodução

Contexto da Investigação

O ofício do Ibama, enviado à Marinha no fim da tarde de segunda-feira (5), busca uma verificação detalhada da área que está fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Brasil, onde a soberania nacional é exercida. A Marinha, por sua vez, garantiu em nota que todas as informações serão "cuidadosamente analisadas" e as "ações cabíveis serão adotadas". Este esforço reitera o compromisso das autoridades brasileiras em garantir a segurança da navegação e a proteção ambiental nas águas jurisdicionais do país, conhecidas como Amazônia Azul.

Alerta e Suspeitas

O alerta sobre o possível vazamento foi originado por imagens de satélite analisadas pelo instituto Arayara e pela organização Skytruth, indicando uma mancha com 70% de probabilidade de ser petróleo. A suspeita surge em um momento crítico, próximo ao bloco 59, uma área onde há interesses de prospecção de petróleo pela Petrobras e o governo, que já enfrentou negativas de licenças ambientais pelo Ibama anteriormente.

Antecedentes e Impacto Ambiental

Este possível incidente ecoa o desastre ambiental de 2019, quando manchas de óleo afetaram extensivamente o litoral brasileiro, desde o Nordeste até o Rio de Janeiro, impactando a vida marinha, comunidades costeiras e o setor turístico. As investigações da época apontaram um navio petroleiro de bandeira grega como responsável, ressaltando a vulnerabilidade do Brasil a desastres ambientais marinhos.

Conclusão e Passos Futuros

Ainda não há confirmação da existência do vazamento, necessitando de verificações in loco para um diagnóstico preciso.

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