Macaulay Culkin lamenta morte de Catherine O'Hara de ‘Esqueceram de mim’
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O crime organizado está infiltrado no setor de combustíveis no Brasil, controlando cerca de mil postos em diferentes estados do país. A informação foi divulgada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a atuação dessas facções no setor. Além disso, um grupo especial de investigação foi criado para aprofundar as apurações e monitorar a influência criminosa no mercado.

Durante a primeira reunião do Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, realizada na última quarta-feira (5) em Brasília, Lewandowski detalhou como essas organizações vêm ampliando seu domínio no setor. Além dos postos de combustíveis, os criminosos já exercem controle sobre refinarias de petróleo e etanol, bem como distribuidoras, o que lhes permite influenciar diretamente os preços pagos pelos consumidores.
O ministro destacou a gravidade da situação: "O crime organizado tem utilizado postos de combustíveis como fachada para lavagem de dinheiro e outras práticas ilícitas. Estima-se que mais de mil postos já estejam sob controle dessas organizações, o que afeta diretamente a concorrência, distorce os preços e compromete a segurança econômica do setor", declarou.
A estratégia das facções envolve tornar operações ilícitas aparentemente legais, o que gera enormes prejuízos à economia nacional. Além da lavagem de dinheiro, as práticas criminosas incluem sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e a formação de cartéis. "Essa migração da ilegalidade para a legalidade gera prejuízos bilionários à economia, incluindo sonegação de impostos, adulteração de produtos e formação de cartéis", afirmou Lewandowski.
O impacto não se limita à concorrência desleal entre postos de combustíveis, mas atinge diretamente o consumidor final, que pode pagar mais caro por um produto adulterado ou ser prejudicado por preços manipulados artificialmente.
Diante da crescente influência do crime organizado no setor, o Ministério da Justiça determinou a abertura do inquérito para investigar as irregularidades e reunir provas contra os envolvidos. Além disso, foi criado um subgrupo permanente dentro do Ministério para monitorar continuamente a atuação das facções e auxiliar investigações conduzidas pelos ministérios públicos estaduais e pelas forças policiais.
Embora ainda não existam dados conclusivos sobre a extensão total da operação criminosa, o governo reforçou a importância de ações coordenadas para enfrentar a ameaça e evitar que o setor de combustíveis continue sendo utilizado para a lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas