Santana do Paraíso registra 5,3% de infestação por Aedes aegypti e entra em alto risco para dengue
1º LIRAa de 2026, realizado entre 5 e 9 de janeiro, apontou índices acima do recomendado e maior presença de criadouros dentro das residências.
06/02/2026 às 10:35por Redação Plox
06/02/2026 às 10:35
— por Redação Plox
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A Prefeitura de Santana do Paraíso, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou os resultados do 1º Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 5 e 9 de janeiro. O estudo apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) geral de 5,3%, acima do recomendado pelo Ministério da Saúde, o que coloca o município em situação de alto risco para transmissão de dengue, zika e chikungunya.
No Extrato 2, formado pelos bairros Industrial, AABB e Residencial Bethânia, o índice foi de 6,2%, também classificado como alto risco.
Foto: Divulgação
Índices por região mostram áreas com maior risco
O Índice de Breteau, que mede a quantidade de recipientes com larvas do mosquito, ficou em 8,3%, evidenciando presença significativa de criadouros. Para detalhar a situação, o município foi dividido em quatro extratos territoriais.
O Extrato 1, que abrange os bairros Centro, Oliveira, Alto Santana, São José, Veraneio, Josefino Anício, São Francisco e Residencial Paraíso, registrou índice de 10,7%, caracterizando alto risco. No Extrato 2, formado pelos bairros Industrial, AABB e Residencial Bethânia, o índice foi de 6,2%, também classificado como alto risco.
Já os Extratos 3 e 4, que reúnem os bairros Águas Claras, Bom Pastor, Cidade Verde, Jardim Vitória, Parque Caravelas, Cidade Nova, Parque Veneza e Chácaras do Vale, apresentaram índices de 2,6% e 2,7%, respectivamente, sendo enquadrados como médio risco.
Criadouros estão, principalmente, dentro das residências
O levantamento mostrou que a maior parte dos focos do mosquito está nos quintais das casas, sobretudo em lixo em geral, pequenos depósitos móveis, pneus, recipientes de armazenamento de água, caixas d’água, ralos, vasos sanitários em desuso e piscinas sem tratamento adequado. A concentração de criadouros em áreas domésticas reforça a necessidade de envolvimento direto da população nas ações de prevenção.
Esses dados reforçam a importância da participação da população no controle do mosquito, já que grande parte dos focos está relacionada ao manejo inadequado de recipientes que acumulam água. Orientamos à população que reservem alguns minutos por semana para verificar quintais e áreas externas, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água, uma vez que os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver por até um ano em ambiente seco e o ciclo do mosquito pode se completar em cerca de 10 dias em condições favoráveis
Juscilândia da Silva Costa, referência técnica de vigilância epidemiológica do município
LIRAa orienta ações de combate ao Aedes aegypti
O LIRAa é uma ferramenta do Ministério da Saúde utilizada em todo o país para identificar áreas com maior infestação do Aedes aegypti e orientar medidas de controle. Pelos parâmetros nacionais, índices inferiores a 1% são considerados satisfatórios, entre 1% e 3,9% indicam situação de alerta e valores acima de 4% representam alto risco para surtos de arboviroses.