Lula diz que “agora é amigo” de Trump e defende serenidade após tarifas dos EUA
Em evento na Bahia, presidente relatou conversa positiva com o líder norte-americano, criticou reações precipitadas e afirmou que deve se reunir com Trump em março, em Washington, para tratar da relação bilateral.
06/02/2026 às 17:10por Redação Plox
06/02/2026 às 17:10
— por Redação Plox
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que “agora é amigo” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendeu que os brasileiros não devem ter medo de “alguém que fala grosso”.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento na Bahia
Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação
Em discurso durante evento na Bahia, Lula relatou a aproximação com o norte-americano e comentou a postura do governo brasileiro diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao país.
Lula relata aproximação com Trump
Ao falar sobre a relação com o presidente dos Estados Unidos, Lula disse que a conversa entre os dois tem ocorrido de forma positiva, com elogios mútuos e um clima descrito por ele como de sintonia.
Agora eu sou amigo do Trump. Toda hora ele fala que estamos com uma química, que foi amor à primeira vista. Sabe por quê? Porque ninguém respeita quem não se respeita.
Lula
O petista também resgatou a reação inicial no Brasil após o anúncio de tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a orientação ao governo foi de evitar respostas precipitadas e manter a serenidade diante da medida.
Presidente defende calma diante de tarifas
Lula afirmou que parte da população e do meio político reagiu com temor às taxações anunciadas por Trump, mas destacou que a posição do governo foi de buscar negociação e firmeza, sem ceder ao clima de tensão.
Ele relatou que, naquele momento, pediu cautela e reforçou que o país não deveria se intimidar com o tom adotado pelo governo norte-americano.
Para o presidente, o Brasil precisa se posicionar de forma altiva nas relações internacionais e não pode aceitar ser tratado com desrespeito, ainda que o interlocutor use uma retórica mais dura.
Critério para enfrentar pressões externas
Ao comentar as taxações aplicadas por Washington, Lula voltou a insistir na ideia de que a postura do Brasil deve ser pautada pela confiança em si mesmo.
Ele afirmou que, quando o governo Trump anunciou tarifas contra o país, houve um clima de apreensão, mas defendeu que esse tipo de medida não pode ser enfrentado com medo.
De acordo com o presidente, o caminho passa por manter a calma, dialogar e reafirmar a posição brasileira sem se deixar intimidar por líderes que adotam discursos agressivos.
Evento na Bahia e agenda com líderes mundiais
As declarações ocorreram durante um evento de entrega de ambulâncias e equipamentos de saúde na Bahia, em meio a uma agenda voltada a anúncios na área de assistência e infraestrutura hospitalar.
Lula tem buscado reforçar sua atuação no cenário internacional e deve se encontrar com Trump em março, durante viagem oficial a Washington, quando pretende discutir as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.
Em outra ocasião, o presidente já havia sinalizado que quer uma conversa direta com o norte-americano, em tom mais pessoal, para tratar de temas como a parceria econômica e a cooperação entre os dois países.
Articulação internacional e defesa da democracia
Além da aproximação com os Estados Unidos, Lula afirmou que vem mantendo contato com outros líderes mundiais, com foco em debates sobre democracia, fortalecimento de instituições e multilateralismo nas decisões globais.
Essas conversas, segundo ele, fazem parte de uma estratégia de reposicionar o Brasil como um ator relevante nas negociações internacionais, defendendo interesses nacionais sem abrir mão do diálogo em fóruns multilaterais.