Lula diz que chamou Lulinha ao Planalto após suspeitas em escândalo do INSS

Em entrevista ao UOL News, presidente afirmou que o governo vai investigar o que for necessário e negou qualquer tipo de proteção ao filho, citado nas apurações.

06/02/2026 às 09:03 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (5), que chamou seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para uma conversa sobre as suspeitas envolvendo o escândalo de descontos ilegais em aposentadorias do INSS. Segundo ele, a orientação do governo é clara: “investigar o que tiver que investigar”.

Presidente Lula

Presidente Lula

Foto: Reprodução/YouTube UOL


Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei meu filho aqui [Palácio do Planalto]. Falo isso com todo mundo. Olhei no olho dele e falei: “Só você sabe a verdade, se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço de ter alguma coisa, se não tiver, se defenda”. Eu trato as coisas com muita seriedade

disse Lula, em entrevista

Lula nega proteção especial a Lulinha

As declarações ocorreram em entrevista ao UOL News. Lula reiterou que não haverá qualquer tipo de proteção a seu filho ou a qualquer outra pessoa eventualmente envolvida no caso dos descontos irregulares em benefícios do INSS.

Embora Lulinha não seja formalmente investigado, seu nome apareceu nas apurações como alguém com alguma ligação com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Petista tenta vincular esquema ao governo Bolsonaro

Ao comentar o caso, Lula buscou associar a formação da quadrilha ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mencionando órgãos de controle e investigação.

Segundo o presidente, a investigação no INSS teria sido deflagrada após a atuação da AGU, CGU e Polícia Federal, que teriam identificado a existência de um esquema durante a gestão anterior. Ele relatou ainda que chegou a defender a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar o caso, mas afirmou que lideranças do PT e de outros partidos consideraram melhor não levar adiante essa proposta.

De acordo com Lula, sua posição é a de que o governo deve permitir o avanço das apurações, sem interferências, mesmo diante da citação recorrente do nome de seu filho nas discussões da CPMI do INSS.

Com informações AE

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a