Relator da CPMI do INSS volta a defender convocação de Lulinha após fala de Lula ao UOL

Deputado Alfredo Gaspar diz que entrevista do presidente reforça que não há motivo para negar o depoimento do filho na comissão; oposição cita apuração da PF e reportagem do Poder360

06/02/2026 às 08:02 por Redação Plox

BRASÍLIA – O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), voltou a defender a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para prestar depoimento sobre a suposta citação de seu nome em investigação da Polícia Federal (PF). O parlamentar usou como argumento uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista concedida ao portal UOL nesta quinta-feira (5).

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), insistiu na convocação de Lulinha; pedido foi rejeitado em dezembro

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), insistiu na convocação de Lulinha; pedido foi rejeitado em dezembro

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados


Relator usa fala de Lula para reforçar convocação

Durante sessão da CPMI que ouviu o presidente do INSS, Gilberto Waller, Alfredo Gaspar afirmou que, diante da posição manifestada por Lula na entrevista, “não tem mais por que negar” a ida de Lulinha ao colegiado. Segundo o relator, a fala do presidente reforça a necessidade de o filho prestar esclarecimentos diretamente à comissão.

Na entrevista, Lula disse que conversou com o filho sobre a investigação e mencionou que caberia a ele se explicar e responder por eventuais irregularidades, caso fossem comprovadas. O presidente também declarou que trata o tema com seriedade.

Oposição mira Lulinha após menção em investigação

Fábio Luís Lula da Silva passou a ser alvo da oposição na CPMI do INSS depois da publicação de uma reportagem do site Poder360. Segundo o material, uma testemunha teria informado à Polícia Federal que o filho do presidente mantinha proximidade com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e seria até sócio oculto dele.

De acordo com o relato atribuído à testemunha, Lulinha teria recebido uma mesada de cerca de R$ 300 mil do empresário, o que elevou a pressão de oposicionistas pela oitiva do filho do presidente na comissão.

Base aliada é acusada de blindar filho do presidente

A oposição apresentou requerimentos para convocar Lulinha ainda no ano passado, mas os pedidos foram rejeitados na última sessão de 2025, em dezembro. Mesmo assim, o relator Alfredo Gaspar e outros parlamentares seguem insistindo na convocação e acusam a base governista de tentar proteger o filho de Lula.

Parlamentares da oposição sustentam que a atuação da maioria governista na CPMI tem sido no sentido de impedir o avanço das investigações sobre o entorno do presidente, especialmente em relação ao caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva.

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