Antes de ser preso, Vorcaro mandou mensagem a Alexandre Moraes: “conseguiu bloquear?”
Segundo Malu Gaspar, do O Globo, peritos identificaram o texto “Conseguiu bloquear?” durante perícia digital feita após a apreensão do aparelho
A prisão de Daniel Vorcaro, ex-dirigente do Banco Master, passou a ser destacada por veículos da imprensa internacional após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a uma investigação sobre suspeitas de crimes financeiros e outros delitos atribuídos a uma organização criminosa. No Brasil, a Polícia Federal (PF) deflagrou a 3ª fase da Operação Compliance Zero, com cumprimento de mandados em Minas Gerais e São Paulo e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master é preso em operação da Polícia Federal
Foto: Divulgação Banco Master
De acordo com a Polícia Federal, a 3ª fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em 4 de março de 2026 para apurar possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos atribuídos a uma organização criminosa. Foram cumpridos 4 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão, expedidos pelo STF, com ações em São Paulo e Minas Gerais.
No noticiário nacional, a CNN Brasil informou que Vorcaro voltou a ser preso no contexto da operação e lembrou que o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, em meio a questionamentos e investigações envolvendo a instituição.
A repercussão internacional ganhou força após reportagem da Associated Press (AP) noticiar que um ministro do STF determinou a prisão de Daniel Vorcaro, vinculando a decisão à ampliação das investigações sobre o Banco Master. Entre os pontos mencionados pela agência estão suspeitas de intimidação e monitoramento de pessoas consideradas “adversárias”, além de apurações sobre crimes financeiros.
A ABC News reproduziu o conteúdo distribuído pela AP, ampliando o alcance da cobertura fora do Brasil e mantendo o foco no avanço das investigações em torno de Vorcaro e do Banco Master.
Em nota, a PF afirmou que as medidas da 3ª fase da operação incluem, além das prisões e buscas, ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens “no montante de até R$ 22 bilhões”. O objetivo, segundo a corporação, é interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas. A PF registrou ainda que as investigações contam com apoio do Banco Central do Brasil.
Já a Associated Press informou que a decisão de prisão preventiva foi assinada pelo ministro André Mendonça e que a investigação aponta indícios de crimes contra o sistema financeiro e o sistema de Justiça, além de suspeitas de participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. A agência relata também que a decisão menciona um suposto plano de violência contra um jornalista, cujo nome aparece suprimido no documento, e que o jornal O Globo teria identificado esse profissional como Lauro Jardim — ponto que depende de confirmação documental pública no Brasil, além do relato da AP.
No campo econômico, o caso reforça o escrutínio sobre operações bancárias e produtos financeiros associados ao Banco Master, com atenção redobrada às medidas de bloqueio de bens e ao rastreamento de ativos.
Em Minas Gerais e São Paulo, o cumprimento de ordens judiciais pela PF pode gerar novos desdobramentos locais, como diligências adicionais, apreensões e eventuais afastamentos de cargos.
No debate político-institucional, a repercussão internacional da prisão de Daniel Vorcaro tende a ampliar a pressão por transparência e respostas de autoridades brasileiras, especialmente diante do envolvimento do STF, da PF e do Banco Central, além das menções a ameaças contra jornalista, tema sensível para a liberdade de imprensa.
A tendência é que a PF avance na análise do material apreendido nas buscas e em perícias, inclusive digitais, já que a própria nota oficial menciona investigação de invasão de dispositivos informáticos e preservação de ativos.
Novas decisões judiciais podem ser tomadas a partir do andamento do inquérito no STF, envolvendo manutenção ou revisão das prisões, adoção de medidas cautelares e detalhamento de bloqueios de bens.
Até o momento desta apuração, não foi localizado documento público do STF com a íntegra da decisão citada pela AP. Por isso, os detalhes específicos atribuídos ao despacho judicial são tratados com base no relato da agência internacional e permanecem sujeitos a confirmação assim que houver acesso oficial ou publicação da decisão.