Antes de ser preso, Vorcaro mandou mensagem a Alexandre Moraes: “conseguiu bloquear?”
Segundo Malu Gaspar, do O Globo, peritos identificaram o texto “Conseguiu bloquear?” durante perícia digital feita após a apreensão do aparelho
O influenciador digital Pedro Henrique Frade, conhecido como Orochinho, afirmou que não tem dinheiro para pagar a condenação de R$ 70 mil determinada pela Justiça e pediu que a decisão seja reavaliada. Ele também disse que algumas frases atribuídas a ele no processo teriam sido retiradas de contexto.
Com mais de 4,5 milhões de inscritos no YouTube e 1,7 milhão de seguidores no Instagram, o influenciador foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a indenizar uma bebê e a mãe dela por ridicularizar a imagem da criança em um vídeo, conforme revelado pelo portal de notícias g1.
Orochinho fez pronunciamento sobre condenação de R$ 70 mil
Foto: Reprodução
O caso foi dado como encerrado em agosto, após o youtuber não se manifestar nos autos. Meses depois, porém, ele apresentou defesa, alegou não ter recebido a intimação judicial e pediu a anulação da sentença para poder se defender.
A defesa de Orochinho aguarda a resposta da Justiça ao pedido de anulação. Até o momento, ele continua condenado a pagar os R$ 70 mil, com correção monetária e juros.
Nos bastidores, o influenciador estaria ansioso e apreensivo com o desfecho do processo, mas em público manteve o tom bem-humorado que costuma usar em seus vídeos.
Orochinho comentou sobre a condenação pela primeira vez durante uma live realizada na noite da última segunda-feira (2). Na transmissão, disse se incomodar com a forma como o caso vem sendo retratado.
Pelas manchetes faz parecer que eu faço bullying com bebê, mas acho que convém avisar que não é bem assim. Sou uma pessoa que respeita todo mundo. Amo crianças, amo bebês e amo a cultura das crianças — Orochinho
Na mesma live, o youtuber fez um apelo em tom bem-humorado ao magistrado responsável pelo caso, dizendo não ter o valor para pagar a condenação e pedindo que a decisão fosse reconsiderada, enquanto interagia com a barriga de uma grávida.
O conteúdo que originou o processo era um vídeo de reação a uma reportagem de televisão sobre o bebê que se tornou meme nas redes sociais. A Justiça entendeu que a gravação funcionou como uma espécie de “catalisador de ofensas” que já vinham sendo dirigidas à criança na internet.
Na decisão, o juiz Ricardo Dal Pizzol, da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, apontou falta de empatia por parte do influenciador ao produzir o vídeo, ao avaliar que ele não teria se preocupado com o impacto do conteúdo no futuro da criança, em sua autoestima e em seu convívio social.
Orochinho comentou esse trecho da sentença durante a live, chegando a admitir, em um primeiro momento, a possibilidade de ter faltado empatia, mas logo em seguida recuou e afirmou que empatia é um sentimento e não algo a ser apenas declarado.
A condenação também menciona que o vídeo contém expressões ofensivas, como “pora do bebê”, “quem gozou isso?”, “bebê tem de sofrer bullying” e “ô desgraça feia”, entre outras.
Orochinho, porém, negou ter proferido todas as ofensas listadas nos autos. Ele afirmou que algumas das frases que constam na acusação eram, na verdade, trechos lidos da tela durante o vídeo de reação, e não falas próprias.
Segundo o influenciador, em determinados momentos ele apenas leu comentários ou frases que apareciam no vídeo original, e partes da gravação teriam sido editadas de forma que parecesse que ele mesmo dizia as expressões ofensivas. Ele reconheceu ter falado “uma ou outra” das frases, mas contestou a totalidade do conteúdo que lhe foi atribuído.