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Segundo Malu Gaspar, do O Globo, peritos identificaram o texto “Conseguiu bloquear?” durante perícia digital feita após a apreensão do aparelho
Um levantamento do Movimento Profissão Docente mostrou que a remuneração inicial média de professores das redes estaduais com jornada de 40 horas semanais foi de R$ 6.212,36 em 2025, sem considerar gratificações ou outras vantagens. O valor corresponde a 4,09 salários mínimos e representa 128% do piso nacional do magistério.
Os valores, porém, variam de acordo com cada estado. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, um professor com licenciatura em início de carreira e carga horária de 40 horas semanais recebia R$ 13.007,12, a maior remuneração inicial do país em 2025.
Na outra ponta, o salário inicial para um professor com a mesma jornada na rede estadual do Rio de Janeiro era de R$ 4.867,77, valor equivalente ao piso do magistério em 2025. Os dados integram o documento Planos de Carreira e Remuneração do Magistério das Redes Públicas Estaduais 2025, divulgado na terça-feira (3).

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Foto: Freepik
Cada unidade da federação adota políticas próprias de salário-base, gratificações e adicionais, que variam conforme o modelo de remuneração e influenciam diretamente o valor bruto recebido pelos docentes.
Em alguns estados, o salário inicial aumenta de forma significativa quando são consideradas essas gratificações. Em Goiás, por exemplo, a remuneração inicial pode chegar a R$ 7.160,49, um acréscimo de cerca de R$ 2 mil em gratificações ou vantagens em relação ao valor-base.
Os números foram obtidos a partir de uma pesquisa legislativa detalhada, com dados validados por 20 secretarias estaduais de educação. O estudo resultou em um documento que identifica avanços, desafios e oportunidades para o fortalecimento das carreiras docentes no Brasil.
Como as regras de jornada de trabalho variam entre as redes estaduais, cargas horárias inferiores a 40 horas foram ajustadas proporcionalmente para permitir a comparação. O levantamento também levou em conta abonos destinados a garantir o cumprimento do piso nacional do magistério ou do piso de remuneração definido em cada estado.
A pesquisa também calculou a remuneração máxima paga a professores das redes estaduais, ou seja, os valores recebidos em final de carreira.
A remuneração média final, sem gratificações, de um professor da rede estadual foi de R$ 9.338,16 em 2025. Entre os estados, os valores variam de R$ 5.090,10, no Piauí, a R$ 26.586,54, no Mato Grosso do Sul.
Quando há gratificações ou outras vantagens, esses valores podem sofrer alterações para mais. O estudo destaca ainda que alguns estados oferecem adicionais por tempo de serviço ao longo da carreira, mas esses montantes não foram incluídos no cálculo da remuneração final.
As redes públicas estaduais de educação adotam um de dois modelos de remuneração: vencimento ou subsídio.
No regime de vencimento, há um valor básico de salário definido em lei para a jornada de trabalho. Sobre esse valor podem ser incorporadas outras parcelas, como adicionais por tempo de serviço, gratificações por titulação (especialização, mestrado, doutorado), bônus e vantagens específicas da carreira. O contracheque, portanto, é composto pelo vencimento somado a esses acréscimos.
Já no regime de subsídio, o professor recebe um valor único em parcela fechada, que já engloba possíveis adicionais e gratificações. Nesse modelo, não há lançamentos separados no contracheque; o montante é definido conforme o nível e a classe na carreira.
Atualmente, apenas seis estados adotam o subsídio como forma de remuneração em suas redes estaduais de ensino: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo.
O estudo do Movimento Profissão Docente aponta que o subsídio tende a trazer mais transparência à remuneração, ao simplificar a estrutura de pagamento e reduzir distorções entre profissionais. A entidade também considera que esse modelo pode ser mais atrativo para quem está ingressando na carreira docente, por oferecer mais clareza sobre o valor efetivamente recebido pela função.