Professor da rede estadual do MS tem salário inicial de até R$ 13 mil; confira quanto paga cada estado

Levantamento mostra variação entre estados: Mato Grosso do Sul tem maior remuneração inicial e final, enquanto Rio de Janeiro fica no piso nacional

06/03/2026 às 08:03 por Redação Plox

Um levantamento do Movimento Profissão Docente mostrou que a remuneração inicial média de professores das redes estaduais com jornada de 40 horas semanais foi de R$ 6.212,36 em 2025, sem considerar gratificações ou outras vantagens. O valor corresponde a 4,09 salários mínimos e representa 128% do piso nacional do magistério

Os valores, porém, variam de acordo com cada estado. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, um professor com licenciatura em início de carreira e carga horária de 40 horas semanais recebia R$ 13.007,12, a maior remuneração inicial do país em 2025.

Na outra ponta, o salário inicial para um professor com a mesma jornada na rede estadual do Rio de Janeiro era de R$ 4.867,77, valor equivalente ao piso do magistério em 2025. Os dados integram o documento Planos de Carreira e Remuneração do Magistério das Redes Públicas Estaduais 2025, divulgado na terça-feira (3).


Imagem ilustrativa.

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Foto: Freepik

Diferenças entre estados e impacto das gratificações

Cada unidade da federação adota políticas próprias de salário-base, gratificações e adicionais, que variam conforme o modelo de remuneração e influenciam diretamente o valor bruto recebido pelos docentes.

Em alguns estados, o salário inicial aumenta de forma significativa quando são consideradas essas gratificações. Em Goiás, por exemplo, a remuneração inicial pode chegar a R$ 7.160,49, um acréscimo de cerca de R$ 2 mil em gratificações ou vantagens em relação ao valor-base.

Os números foram obtidos a partir de uma pesquisa legislativa detalhada, com dados validados por 20 secretarias estaduais de educação. O estudo resultou em um documento que identifica avanços, desafios e oportunidades para o fortalecimento das carreiras docentes no Brasil.

Como as regras de jornada de trabalho variam entre as redes estaduais, cargas horárias inferiores a 40 horas foram ajustadas proporcionalmente para permitir a comparação. O levantamento também levou em conta abonos destinados a garantir o cumprimento do piso nacional do magistério ou do piso de remuneração definido em cada estado.

Quanto ganha um professor em final de carreira

A pesquisa também calculou a remuneração máxima paga a professores das redes estaduais, ou seja, os valores recebidos em final de carreira.

A remuneração média final, sem gratificações, de um professor da rede estadual foi de R$ 9.338,16 em 2025. Entre os estados, os valores variam de R$ 5.090,10, no Piauí, a R$ 26.586,54, no Mato Grosso do Sul.

Quando há gratificações ou outras vantagens, esses valores podem sofrer alterações para mais. O estudo destaca ainda que alguns estados oferecem adicionais por tempo de serviço ao longo da carreira, mas esses montantes não foram incluídos no cálculo da remuneração final.

Vencimento x subsídio: como são pagos os professores

As redes públicas estaduais de educação adotam um de dois modelos de remuneração: vencimento ou subsídio.

No regime de vencimento, há um valor básico de salário definido em lei para a jornada de trabalho. Sobre esse valor podem ser incorporadas outras parcelas, como adicionais por tempo de serviço, gratificações por titulação (especialização, mestrado, doutorado), bônus e vantagens específicas da carreira. O contracheque, portanto, é composto pelo vencimento somado a esses acréscimos.

Já no regime de subsídio, o professor recebe um valor único em parcela fechada, que já engloba possíveis adicionais e gratificações. Nesse modelo, não há lançamentos separados no contracheque; o montante é definido conforme o nível e a classe na carreira.

Atualmente, apenas seis estados adotam o subsídio como forma de remuneração em suas redes estaduais de ensino: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O estudo do Movimento Profissão Docente aponta que o subsídio tende a trazer mais transparência à remuneração, ao simplificar a estrutura de pagamento e reduzir distorções entre profissionais. A entidade também considera que esse modelo pode ser mais atrativo para quem está ingressando na carreira docente, por oferecer mais clareza sobre o valor efetivamente recebido pela função.

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