Antes de ser preso, Vorcaro mandou mensagem a Alexandre Moraes: “conseguiu bloquear?”
Segundo Malu Gaspar, do O Globo, peritos identificaram o texto “Conseguiu bloquear?” durante perícia digital feita após a apreensão do aparelho
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e citado em investigações que miram o banqueiro Daniel Vorcaro, permanece internado em estado considerado gravíssimo após uma tentativa de suicídio ocorrida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, em Belo Horizonte. O episódio foi comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e deverá ser alvo de apuração interna.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o 'Sicário', quando foi preso em outra investigação em MG
Foto: Reprodução
De acordo com a Polícia Federal, Mourão atentou contra a própria vida na quarta-feira, 4 de março de 2026, quando se encontrava custodiado na sede da corporação em Minas Gerais. A PF informou que prestou socorro imediato e comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro relator no STF, além de ter se comprometido a entregar registros em vídeo para esclarecer a dinâmica do caso.
A partir de quinta-feira (5) e ao longo desta sexta-feira, 6 de março de 2026, veículos de imprensa passaram a noticiar que o investigado segue internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, com quadro de saúde classificado como gravíssimo.
Em nota pública, a Polícia Federal confirmou a tentativa de suicídio durante a custódia e informou que o fato foi comunicado ao STF, destacando ainda que colocará à disposição as imagens internas registradas no momento do episódio.
Já a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, conforme divulgado pela Band, indicou que o estado de saúde de Mourão é gravíssimo, sem detalhar prognóstico além do quadro clínico geral.
Pontos como a causa exata do agravamento, evolução neurológica e eventuais procedimentos médicos específicos dependem de boletins médicos e/ou posicionamento formal do hospital, que não constam integralmente nas fontes abertas consultadas até o momento e, por isso, seguem como informação ainda em apuração.
No âmbito da investigação, a tentativa de suicídio de Mourão pode interferir em prazos de depoimentos, diligências e medidas cautelares relacionadas à Operação Compliance Zero, além de reforçar a necessidade de preservação de provas, incluindo as imagens internas mencionadas pela PF.
Do ponto de vista da custódia e dos protocolos, situações de autoagressão em ambiente de detenção tendem a provocar revisão de procedimentos de vigilância, registro de ocorrências e eventual responsabilização administrativa, caso sejam identificadas falhas.
Já no STF, a comunicação formal do episódio pela PF ao gabinete do ministro relator indica que o caso deverá ter acompanhamento direto na esfera judicial, sobretudo por envolver um investigado de uma operação com repercussão nacional.
A expectativa é que a Polícia Federal detalhe os procedimentos de apuração interna e encaminhe integralmente os registros em vídeo prometidos em sua nota oficial.
Informações atualizadas sobre o estado de saúde de Mourão devem vir por meio de boletins médicos e comunicados formais do governo de Minas Gerais e do Hospital João XXIII.
No campo judicial, a tendência é que novas decisões ou despachos do STF sejam anexados ao processo conforme a evolução do quadro clínico do investigado e a necessidade de realização de atos processuais.