Casos graves de gripe dobram no Brasil nas primeiras 11 semanas de 2026, aponta ITPs
Levantamento do Instituto Todos pela Saúde registrou 3.681 casos de SRAG por influenza, contra 1.838 no mesmo período de 2025, e reforça a vacinação como principal estratégia de prevenção.
06/04/2026 às 17:29por Redação Plox
06/04/2026 às 17:29
— por Redação Plox
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Um levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITPs) aponta que o volume de casos graves de gripe no Brasil dobrou nas primeiras 11 semanas de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O estudo mapeou a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), complicação que frequentemente exige internação hospitalar.
Casos graves de gripe no Brasil dobrou nas primeiras 11 semanas de 2026.
Foto: Reprodução
Casos de SRAG por influenza aumentam em 2026
Segundo a organização, foram registrados 3.681 casos de SRAG causados pelo vírus influenza até o momento. No mesmo recorte de 2025, o sistema de saúde havia contabilizado 1.838 ocorrências da condição.
De acordo com O Globo, a SRAG não é uma doença isolada, mas um agravamento associado a infecções virais. O quadro pode afetar pessoas infectadas por diferentes agentes, incluindo variações da gripe e da Covid-19.
Instituto aponta circulação antecipada do vírus e cita subclado
A circulação do vírus começou antes do outono no hemisfério Norte, e um padrão semelhante agora se repete no Brasil. Isso pode ter relação com a circulação de variantes específicas do influenza A, como o subclado K, identificado no país desde o fim de 2025Instituto Todos pela Saúde (ITPs)
Na avaliação do ITPs, o cenário acende um alerta para o avanço de infecções respiratórias, com impacto direto na demanda por hospitalização em casos graves.
Vacinação segue como principal estratégia de prevenção
O Instituto reforça que a imunização segue como a estratégia central para conter o avanço da doença. A campanha nacional de vacinação já está em andamento em todo o Brasil.
O cronograma prioriza crianças de até cinco anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes. Profissionais das áreas de saúde e educação também estão entre os grupos com acesso inicial às doses.