CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
O estado de São Paulo registrou alta de 25% nos acidentes com escorpiões no ano passado em comparação com o período anterior. Foram 52.995 casos em 2025, ante 42.340 no ano anterior. Quatro pessoas morreram. Neste ano, já foram contabilizados mais de 14 mil acidentes e três mortes.
Acidentes com escorpião têm crescido em SP
Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
A diretora da Divisão de Doenças de Transmissão por Vetores e Zoonoses, Gisele Dias de Freitas, relaciona o aumento à facilidade de reprodução do escorpião e à adaptação ao ambiente urbano.
O escorpião se reproduz por partenogêneses. Ele não precisa do macho e da fêmea para se reproduzir. Então, uma única fêmea é capaz de contaminar uma cidade inteira pelos seus filhotes. Está aumentando [o número de acidentes] por isso. Eles se adaptaram muito bem ao ambiente urbano.
Gisele Dias de Freitas, diretora da Divisão de Doenças de Transmissão por Vetores e Zoonoses
Entre os registros recentes, um menino de três anos morreu após ser picado por um escorpião em Conchal, no interior paulista. A família relatou que a unidade de saúde não tinha o soro antiescorpiônico disponível.
Na Grande São Paulo, em Osasco, um garoto de 13 anos foi picado em janeiro no quintal de casa e segue em acompanhamento médico devido às sequelas de uma infecção na perna, associada à demora no atendimento.
A servente escolar Marinalva de Lourdes, mãe do adolescente, contou que o acidente ocorreu no quintal. Após sentir dor intensa, o menino apresentou sintomas como vômito, febre e taquicardia.
No hospital, o diagnóstico de picada por escorpião só ocorreu após um exame para identificação do veneno. O jovem teve infecção e queimaduras na perna, está sem ir à escola e usa cadeira de rodas por causa da dor persistente.
Consegui com a igreja cadeira de rodas, cadeira de banho. Eu não trabalho para poder ficar com ele. O médico me deu atestado de três meses para poder ficar com ele. Depois que passar essa fase, vão avaliar se precisa de cirurgia.
Marinalva de Lourdes, mãe de garoto picado
A Secretaria de Estado da Saúde informa que São Paulo conta com 242 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs), distribuídos para reduzir o tempo entre a picada e o atendimento. Crianças de até 10 anos precisam de tratamento em até 1h30 após o acidente.
Um mapa interativo com as unidades de referência estaduais pode ser acessado em: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/publico/soro.
Em 2025, o estado registrou 52.995 notificações de picadas de escorpião e 9.320 de aranha. Na capital, foram 599 acidentes com escorpião e 505 com aranha no mesmo período.
A Secretaria Municipal da Saúde mantém sete Unidades de Referência para atendimento com soro antiescorpiônico em diferentes regiões do município. A lista completa está disponível em: https://prefeitura.sp.gov.br/saude/w/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/268217.
HOSPITAL VITAL BRAZIL/ Instituto Butantan
Atendimento de todos os tipos de acidentes por animais peçonhentos
Endereço: Av. Vital Brasil nº 1500 - (11) 2627-9529
Orientação telefônica 24h: (11) 3723-6969 ou (11) 2627-9529 / (11) 2627-9530
HOSPITAL MUNICIPAL DR. CARMINO CARICCHIO – TATUAPÉ – referência para as regiões Centro, Leste, Sudeste e Norte
Atendimento de acidentes por escorpião
Endereço: Av. Celso Garcia 4815 - Tatuapé
Telefone: (11) 3394-6980
HOSPITAL GERAL DE TAIPAS - referência para a região Norte
Atendimento de acidentes por escorpião
Endereço: Av. Elísio Teixeira Leite, 6999 - Jaraguá
Tel: (11) 3973-0444
HOSPITAL ESTADUAL GERAL DO GRAJAÚ – PROF. LIBER. JOHN ALPHONSE DI DIO - referência para a região Sul
Atendimento de acidentes por escorpião
Endereço: R. Francisco Octavio Pacca 180 - Grajaú
Telefone: (11) 3544-9444 ramal 415/218 ou (11) 947118758
HOSPITAL CAMPO LIMPO - PS HOSPITAL MUNICIPAL FERNANDO MAURO PIRES DA ROCHA – referência para a região Sul
Atendimento de acidentes por escorpião
Endereço: Rua Teresa Mouco de Oliveira, 62 - Jardim São Luiz
Telefone: (11) 3394-7556 e 3394-7492
HOSPITAL MUNICIPAL TIDE SETÚBAL – referência para atendimento de escorpionismo para a região Leste
Atendimento de acidentes por escorpião
Endereço: Rua Dr. José Guilherme Eiras, 123 – São Miguel Paulista
Telefone: (11) 3394-8770
HOSPITAL PARELHEIROS - referência para os soros Botropico, Crotalico, Elapidico, Escorpionico e Aracnidico
Atendimento de acidentes com Jararaca, Cascavel, Coral, Aranha Marrom, Aranha Armadeira e Escorpião
Endereço: Rua Euzébio Coghi, 841 - Jardim Roschel
Telefone: (11) 4673-9660
Entre as orientações de prevenção estão:
Após a picada, a recomendação é buscar imediatamente o hospital de referência mais próximo. Se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie.
Os sintomas mais comuns incluem dor intensa, vômitos, suor, agitação e aumento dos batimentos cardíacos. Em casos graves, pode haver convulsões, insuficiência cardíaca e choque.
O Ministério da Saúde informa que o tratamento é gratuito pelo SUS, com distribuição regular de soro antiescorpiônico aos estados. Em caso de acidente, a orientação é procurar atendimento médico imediato e entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox).
Mais informações estão disponíveis em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/animais-peconhentos/hospitais-de-referencia.
Nota do Ministério da Saúde (íntegra):
O Ministério da Saúde atua de forma integrada com estados e municípios, com monitoramento epidemiológico contínuo, atualização de protocolos clínicos e capacitação de profissionais de saúde. A pasta também realiza campanhas de orientação à população e ações conjuntas com estados para o controle de escorpiões em áreas urbanas.
O Sistema Único de Saúde (SUS) garante o tratamento gratuito, incluindo a distribuição regular de soro antiescorpiônico aos estados. Em 2026, até o momento, foram enviados mais de 18 mil frascos-ampolas a todo o país.
No Brasil, o aumento dos acidentes está associado principalmente à adaptação desses animais ao ambiente urbano, à expansão das cidades, ao alto potencial de proliferação e a condições ambientais que favorecem sua presença e o contato com a população.
Em caso de acidentes com animais peçonhentos, a orientação é buscar atendimento médico imediato e entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) que atende a região. Para mais informações, acesse: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/animais-peconhentos/hospitais-de-referencia.