CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
O futuro político de condenados por improbidade administrativa que pretendem disputar as eleições de 2026 depende de uma decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). A discussão, considerada central para o processo eleitoral, está há quatro meses sem andamento na Corte.
A controvérsia está na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7781, relatada por Cármen Lúcia, que questiona uma nova lei aprovada no Congresso. O texto flexibiliza a Lei da Ficha Limpa e abre caminho para que pessoas condenadas voltem a se candidatar.
Destino de políticos condenados está nas mãos de Cármen Lúcia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Autor da ADI, o partido Rede Sustentabilidade pediu uma medida cautelar para suspender a Lei Complementar nº 219/2025, que afrouxou a Lei da Ficha Limpa. O partido apontou a proximidade das eleições de 2026 e argumentou ser necessário resguardar a integridade do processo eleitoral.
A ação foi apresentada ao STF em novembro de 2025. Em 6 de janeiro de 2026, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pelo deferimento da cautelar para derrubar trechos da norma que flexibiliza as regras. Desde então, o caso está concluso para análise da relatora, ministra Cármen Lúcia.
O texto também menciona que, recentemente, Cármen Lúcia passou a ser alvo de polêmicas não por decisões, mas pela demora em encaminhar temas considerados rumorosos. Um exemplo citado é o caso da inelegibilidade do ex-governador de Roraima Antonio Denarium (PP), que teria ficado parado por um ano no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além disso, a matéria afirma que a ministra mantém há 13 anos um processo parado no gabinete, descrito como recorde no STF, conforme reportagem da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.
Segundo o texto, em 18 de março de 2013, Cármen Lúcia decidiu de forma monocrática suspender diversos trechos de uma lei aprovada pelo Congresso sobre a distribuição de royalties de petróleo e gás natural. De acordo com a matéria, o processo não voltou ao plenário para julgamento desde então.