CSN é multada em R$ 39 milhões pelo TRF-6 por atraso para reduzir participação na Usiminas
Tribunal considerou 391 dias de descumprimento do prazo para baixar fatia abaixo de 5%, em medidas acompanhadas pelo Cade; processo está em sigilo.
Um discurso da pastora Helena Raquel sobre violência doméstica, abuso sexual e pedofilia em ambientes religiosos ganhou grande repercussão nas redes sociais após ser feito durante o 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, em Camboriú, Santa Catarina. Em trechos compartilhados na internet, a líder religiosa criticou a omissão diante de crimes e afirmou que agressores e abusadores não devem ser protegidos por posições de autoridade espiritual.
Pastora que viralizou ao alertar sobre violência doméstica e abuso sexual no meio cristão
Foto: Reprodução
Na fala que viralizou, Helena orientou mulheres em relacionamentos violentos a buscarem proteção e denunciarem os agressores.
“Você precisa ter coragem para sair, denunciar e buscar um lugar seguro” disse a pastora, em trecho reproduzido pelo g1 e por outros veículos.
Ela também declarou que “quem agride mata” e defendeu que a fé não seja usada para manter vítimas em situação de risco.
Outro ponto de forte repercussão foi a afirmação de que “pedófilo não é ungido”. A frase foi usada por Helena Raquel para rebater a ideia de que líderes ou membros religiosos acusados de abusos devam ser tratados apenas como autoridades espirituais. Em entrevista ao g1, a pastora afirmou que criminosos não podem ocupar esse lugar e que a proteção de crianças e mulheres precisa ser tratada como tema urgente dentro e fora das igrejas.
Segundo o portal oficial dos Gideões Missionários da Última Hora, o congresso deste ano foi realizado entre 25 de abril e 4 de maio de 2026, com cultos no Pavilhão dos Gideões e no Ginásio Irineu Bornhausen, em Camboriú. O evento é considerado um dos maiores encontros missionários evangélicos do país e reúne pregadores, cantores e fiéis de várias regiões.
Helena Raquel é líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra, no Rio de Janeiro, além de autora, professora e mentora de mulheres. De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil e pelo Diário do Nordeste, ela também está à frente do projeto Pastoras do Brasil, voltado ao fortalecimento da liderança feminina no meio cristão.
A repercussão da pregação abriu debate sobre acolhimento de vítimas, responsabilização de agressores e silêncio institucional em ambientes religiosos. Ao g1, Helena disse que a violência contra mulheres e crianças é uma questão “humanitária e urgente” e reforçou que vítimas de abuso não devem se calar diante da violência.