Itaú lucra R$ 12,28 bilhões no 1º trimestre, alta de 10,4% em um ano
Margem financeira sobe para R$ 32,3 bilhões e ROE consolidado fica em 24,8%; carteira de crédito encerra março em R$ 1,48 trilhão e inadimplência acima de 90 dias permanece em 1,9%
06/05/2026 às 10:16por Redação Plox
06/05/2026 às 10:16
— por Redação Plox
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O Itaú Unibanco informou nesta terça-feira lucro líquido recorrente de R$ 12,28 bilhões no primeiro trimestre, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado e leve queda de 0,3% na comparação com o trimestre anterior.
A margem financeira cresceu 4% em 12 meses, para R$ 32,3 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido médio consolidado (ROE) ficou em 24,8%, acima dos 22,5% registrados um ano antes e dos 24,4% do quarto trimestre de 2025. No Brasil, o ROE foi de 26,4%.
Estimativas de analistas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 12,5 bilhões e ROE de 24,29%.
Fachada do Itaú
Foto: Divulgação
Produto bancário sobe em um ano e recua no trimestre
O resultado do chamado produto bancário — que reúne a margem financeira, as receitas de prestação de serviços e os segmentos de seguros, previdência e capitalização, antes das despesas com sinistros e comercialização — somou R$ 46,8 bilhões. O valor representa alta de 4,5% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e queda de 1,7% na comparação trimestral.
Carteira de crédito chega a R$ 1,48 trilhão
A carteira de crédito encerrou março em R$ 1,48 trilhão, com avanço de 7,2% em 12 meses e recuo de 0,5% no trimestre. Excluindo o efeito da variação cambial, o crescimento foi de 9% no ano e de 1,2% no trimestre.
Na comparação anual, o portfólio de pessoas físicas cresceu 6,8%, o de micro, pequenas e médias empresas avançou 10,9%, e o de grandes empresas teve alta de 6,9%. No trimestre, essas carteiras registraram variação de 1,1%, queda de 0,1% e recuo de 0,2%, respectivamente.
Custo do crédito aumenta e inadimplência acima de 90 dias fica estável
O custo do crédito subiu 4,5% na comparação anual e 2,5% no trimestre, totalizando R$ 9,95 bilhões. O índice de inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9%, estável tanto no trimestre quanto em 12 meses.
Já a inadimplência entre 15 e 90 dias terminou o trimestre em 1,7%, ante 1,6% no quarto trimestre e 1,8% um ano antes.
O banco informou que o indicador de NPL Creation — saldo das operações de crédito que se tornaram inadimplentes acima de 90 dias no trimestre, em relação à carteira — ficou em 0,7%, com relativa estabilidade em todos os segmentos. Segundo a instituição, o NPL Creation caiu na comparação trimestral e encerrou o período em R$ 9,69 bilhões.
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Projeções para 2026 e indicadores de capital
O Itaú reiterou a previsão de expansão de 5,5% a 9,5% da carteira de crédito total — e de 6,5% a 10,5% no portfólio do Brasil — em 2026. O banco também manteve a estimativa de custo de crédito entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões, entre outras projeções divulgadas em fevereiro.
No fim do trimestre, a instituição tinha quase R$ 3,2 trilhões em ativos, índice de Basileia de 14,8% e índice de capital principal de 12%. O índice de eficiência ficou em 37,1%, ante 37% um ano antes.
Rede física encolhe no período
Ao final de março, o Itaú contava com 2.367 agências e pontos de atendimento bancário, abaixo de 2.529 no fim de dezembro e de 2.795 no mesmo período de 2025.