STF avalia delação e pode exigir devolução integral de valores em fraudes ligadas ao Banco Master

Proposta do banqueiro Daniel Vorcaro ainda não tem montante definido; defesa aguarda reuniões com PF e PGR enquanto celulares seguem em perícia para embasar a negociação do acordo.

06/05/2026 às 17:06 por Redação Plox

Com a apresentação da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, o STF (Supremo Tribunal Federal) só deve homologar o acordo se o documento prever a devolução integral dos valores desviados pelo banqueiro no curso das fraudes envolvendo o Banco Master.


Defesa de Vorcaro apresentou proposta de delação e aguarda reuniões com PF e PGR.

Foto: Divulgação/Esfera Brasil


Segundo interlocutores do STF ouvidos pelo R7, o ressarcimento total de recursos provenientes de corrupção é uma condição considerada inegociável para que a Justiça valide a colaboração. O entendimento, conforme essas fontes, é que, como Vorcaro é investigado por participação em um esquema fraudulento contra o sistema financeiro, espera-se a restituição do dinheiro desviado.

Proposta ainda não define valor a ser devolvido

Na proposta de acordo apresentada pela defesa do banqueiro, ainda não foi estipulado qual valor deve ser devolvido. Até o momento, os advogados formularam um conjunto de fatos e entregaram o material, enquanto aguardam reuniões com a Polícia Federal e a PGR (Procuradoria-Geral da República) nos próximos dias.

Esse passo é tratado como essencial para definir os benefícios da colaboração e o montante a ser devolvido aos cofres públicos, dependendo do aval das duas instituições para que o processo avance.

Perícia em celulares e negociação dos termos

O R7 apurou que celulares ainda passam por perícia e que, após essa análise, começa a negociação dos termos do acordo. Ao longo do processo, Vorcaro também terá de apresentar informações verdadeiras e verificáveis, com potencial de contribuir de forma concreta para o avanço das investigações, e não apenas relatos genéricos.

Na sequência, está prevista a etapa de tomada de depoimentos e assinatura do acordo. Se avaliarem que as informações fornecidas não são suficientes, a PF e a PGR podem rejeitar a proposta ou solicitar dados complementares.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a