Terremoto de magnitude 7,3 no México provoca alerta de tsunami também na Guatemala
Tremor também foi sentido na Guatemala e em El Salvador; não havia informações sobre mortos, feridos ou estragos graves até a última atualização.
O dólar começou a segunda-feira (6) em alta diante do real, negociado perto de R$ 5,18 nas primeiras movimentações do dia, em uma sessão marcada pela expectativa em torno de uma audência pública nos Estados Unidos que pode definir o futuro de uma nova tarifa sobre produtos brasileiros. No mercado acionário, as negociações regulares das ações na B3 têm início às 10h.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: FreePik
O principal foco dos investidores está em Washington, onde o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) realiza audiência pública sobre a investigação aberta com base na Seção 301 da legislação comercial americana. O processo avalia práticas brasileiras em áreas como comércio digital, pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.
A proposta em análise prevê uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções. A medida ainda não está em vigor e passa por fase de consulta e audiências antes de uma decisão final do governo dos Estados Unidos.
Representantes da indústria, do agronegócio e de setores exportadores brasileiros participam das discussões para tentar convencer o governo americano de que a sobretaxa pode prejudicar também empresas e consumidores dos Estados Unidos. Entre os nomes previstos no cronograma oficial estão entidades como CNA, CNI, Fiesp, Abimaq, Sindifer, Centrorochas, Ibá, Abicalçados e representantes de segmentos como café, arroz, calçados, madeira, papel, máquinas, ferro-gusa e rochas ornamentais.
A Confederação Nacional da Indústria calcula que, se as novas tarifas forem aplicadas, 31,6% das exportações brasileiras aos Estados Unidos poderiam passar a pagar tarifa de 37,5%, considerando a soma de medidas já existentes e da nova proposta. A entidade defende que o caminho seja a negociação técnica entre os dois países.
Na agenda internacional, os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve, marcada para quarta-feira (8). O documento pode trazer sinais sobre a condução da política monetária americana sob a presidência de Kevin Warsh, em um cenário ainda marcado por inflação elevada e juros altos nos Estados Unidos.
No Brasil, o dado mais aguardado da semana é o IPCA de junho, que será divulgado pelo IBGE na sexta-feira (10). O indicador é acompanhado de perto porque ajuda a calibrar as expectativas para inflação e juros no país, influenciando tanto o câmbio quanto o comportamento da bolsa.
A combinação entre incerteza comercial, juros americanos e inflação brasileira tende a manter o mercado mais cauteloso nos próximos dias. Até uma definição sobre a tarifa proposta pelos Estados Unidos, empresas exportadoras e investidores devem seguir atentos aos desdobramentos das negociações entre Brasília e Washington.