Nico Williams entrega medalha à mãe após ajudar Espanha a conquistar Copa do Mundo
Atacante participou do gol decisivo de Ferran Torres na vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação.
Emissões globais por incêndios caem ao menor nível em 24 anos, aponta Copernicus.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O levantamento é feito com base no Sistema Global de Assimilação de Incêndios, o GFAS, que utiliza observações de satélites para monitorar focos ativos e calcular emissões associadas ao fogo. No início da série, há 24 anos, o total para o mesmo período superava 1 gigatonelada de carbono. Até agora, nenhum primeiro semestre havia ficado abaixo de 500 megatoneladas.
A redução global foi influenciada principalmente pela menor atividade de queimadas sazonais na África tropical. O continente africano somou cerca de 154 megatoneladas de carbono no semestre, abaixo das 213 megatoneladas registradas no mesmo intervalo de 2025. Na Ásia, o volume caiu de 164 para aproximadamente 113 megatoneladas.
Queda foi puxada por África e Ásia.
Foto: CAMS/ECMWF
Na América do Sul, que historicamente emite menos que África e Ásia nesse tipo de medição, também houve queda. As emissões passaram de 40,9 para 38,8 megatoneladas de carbono. Mesmo assim, o Copernicus destacou incêndios intensos na região de Biobío, no Chile, e na província de Chubut, na Patagônia argentina, durante os primeiros meses do ano.
O episódio mais intenso observado no período ocorreu no estado de Victoria, no sudeste da Austrália, no início de janeiro, em meio a temperaturas recordes. Já no Hemisfério Norte, a atividade de incêndios aumentou rapidamente no fim de junho em áreas boreais, especialmente no Canadá e na Rússia, o que pode alterar o cenário global ao longo do ano.
Apesar do recorde de baixa, o Copernicus alerta que a possível formação do El Niño pode elevar o risco de incêndios em determinadas regiões. O fenômeno tende a alterar padrões de chuva e temperatura, favorecendo condições de seca sazonal e ampliando a probabilidade de queimadas mais persistentes.
O órgão europeu lembra que, em anos anteriores de El Niño, como 2015 e 2019, houve aumento expressivo das emissões por queimadas na Indonésia, com formação de fumaça regional e piora significativa da qualidade do ar. A evolução dos incêndios seguirá sendo monitorada por satélites e modelos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.