Homem é condenado a 35 anos por homicídio de jovem em Inhapim; júri também reconhece associação para o tráfico

Segundo o MPMG, o réu teria invadido a casa de Rogério de Souza Ferreira com outros envolvidos e cometido o crime em meio a conflitos ligados ao tráfico de drogas.

06/07/2026 às 22:57 por Redação Plox

Um homem foi condenado a 35 anos de prisão por matar um jovem a pauladas em Inhapim, no Vale do Rio Doce, em julgamento realizado nesta segunda-feira (6), no Fórum da comarca. Além do homicídio, o Tribunal do Júri também reconheceu o crime de associação para o tráfico de drogas.

Fórum da cidade de Inhapim

Fórum da cidade de Inhapim

Foto: Euler Júnior/ MPMG


A vítima foi identificada como Rogério de Souza Ferreira, que tinha 22 anos na época do crime. O assassinato ocorreu na madrugada de 21 de maio de 2023, no bairro das Flores, em Inhapim.

O que foi apresentado na acusação

Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em material institucional reproduzido por veículo regional, o réu teria invadido a residência da vítima com outros envolvidos e desferido golpes com pedaços de madeira, causando a morte do jovem. A acusação sustentou que o crime teria sido motivado por conflitos ligados ao tráfico de drogas.

No mesmo contexto, as investigações mencionadas pelo MP indicam que a vítima teria acumulado uma dívida após consumir parte de entorpecentes que deveria comercializar, além de haver suspeita de adulteração de droga destinada à venda. Também foi apontado que o jovem teria passado a vender drogas para um grupo rival, o que, segundo a acusação, teria contribuído para o homicídio.

Qualificadoras reconhecidas pelo Tribunal do Júri

De acordo com a reportagem do g1, o Conselho de Sentença reconheceu o homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e a prática do crime para assegurar a execução de outro delito. Ainda segundo a publicação, o júri acolheu a tese de associação para o tráfico apresentada pelo Ministério Público.

Até o momento, não foram informados no material consultado detalhes sobre eventual recurso da defesa ou sobre a situação dos demais investigados citados na acusação.

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