Criminosos encapuzados invadem Museu Lalique e furtam 27 joias na França

Ação ocorreu em Wingen-sur-Moder, no nordeste do país, e levou cerca de 11 minutos, segundo as autoridades; peças são avaliadas em 4,5 milhões de euros e o museu ficará fechado por vários dias.

06/07/2026 às 15:46 por Redação Plox

Três criminosos com rostos cobertos invadiram o Museu Lalique, em Wingen-sur-Moder, no nordeste da França, e furtaram 27 peças de joalheria avaliadas em 4,5 milhões de euros. O crime ocorreu na manhã de domingo (5), por volta das 5h30, no espaço dedicado à obra do joalheiro e mestre vidreiro René Lalique, referência dos períodos Art Nouveau e Art Déco


Roubo milionário no Museu Lalique leva 27 joias e expõe alerta de segurança na França.

Foto: Reprodução/FRAME VIDEO


Ação rápida na sala de joias

De acordo com o procurador da República de Saverne, François Antona, os invasores entraram na área principal de exposição e seguiram diretamente para o setor de ourivesaria e joalheria. Eles quebraram seis vitrines com marretas e martelos, recolheram as peças e deixaram o museu em poucos minutos. 


A ação durou cerca de 11 minutos. Embora o sistema de alarme tenha sido acionado, uma funcionária da limpeza que chegou ao local cerca de uma hora depois percebeu o arrombamento e chamou a gendarmerie, a força policial francesa responsável pela região. Não há informação de feridos.

Museu ficará fechado

A direção do Museu Lalique informou que o espaço ficará fechado por vários dias após o roubo. Imagens registradas nesta segunda-feira (6) mostraram a fachada com aviso de fechamento, enquanto equipes avaliavam os danos e a segurança para uma futura reabertura. 


Museu ficará fechado.

Foto: Reprodução/FRAME VIDEO



Inaugurado em 2011, o museu funciona no antigo sítio vidreiro de Hochberg, em Wingen-sur-Moder, perto de uma fábrica aberta por René Lalique em 1921. O acervo reúne centenas de peças ligadas à trajetória do artista e de seus sucessores, entre joias, vidros Art Déco e cristais.

Investigação mira quadrilha e peças levadas

A investigação foi aberta por roubo em grupo organizado e está sob responsabilidade da seção de pesquisas de Estrasburgo, com apoio da gendarmerie do Bas-Rhin. O Escritório Central de Luta contra o Tráfico de Bens Culturais também deve auxiliar na apuração.

O caso aumenta a pressão sobre a segurança de instituições culturais francesas. O museu já era considerado um local sensível após o roubo de joias ocorrido no Louvre, em Paris, em outubro de 2025. As autoridades agora buscam identificar os autores, recuperar as peças levadas e esclarecer como o grupo conseguiu agir e fugir antes da chegada da polícia.

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