Haddad rejeita qualquer ideia de privatização do Pix
Ministro da Fazenda reforça que o sistema de pagamentos instantâneos continuará gratuito e sob controle público
Por Plox
06/08/2025 08h44 - Atualizado há 25 dias
Durante um encontro realizado nesta terça-feira (5), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi categórico ao rejeitar a possibilidade de privatização do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. A afirmação ocorreu durante a 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, evento que reuniu autoridades e representantes de diversos setores.

Ao abordar o tema, Haddad deixou claro que o governo federal não pretende ceder às pressões de grandes corporações estrangeiras que demonstram incômodo com o sucesso da tecnologia brasileira. Segundo ele, o Pix se consolidou como um serviço gratuito ao cidadão, e qualquer tentativa de transferi-lo à iniciativa privada seria inadmissível.
\"Não podemos nem sonhar, nem pensar, nem imaginar, em privatizar algo que não tem custo para o cidadão. [Não podemos] imaginar que vamos ceder à pressão de multinacionais que estão se incomodando por uma tecnologia\", declarou o ministro.
A tecnologia do Pix foi oficialmente lançada em novembro de 2020, ainda durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e se tornou uma das principais ferramentas de pagamento no Brasil, por sua agilidade, segurança e acessibilidade. Desenvolvido e mantido pelo Banco Central, o sistema transformou a forma como os brasileiros realizam transferências bancárias e pagamentos no dia a dia.
Com as recentes especulações e movimentações de empresas interessadas em explorar comercialmente o sistema, a fala de Haddad reafirma o posicionamento do governo atual em manter o controle público sobre o Pix e garantir sua gratuidade à população brasileira.