Brasil segue líder mundial de juros reais mesmo após corte da Selic

Taxa real ficou em 9,30% ao ano, acima da Rússia, segundo levantamento que considera inflação projetada e taxas do mercado para os próximos 12 meses.

06/08/2026 às 09:25 por Redação Plox

Mesmo após o Banco Central reduzir a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano nesta quarta-feira (5), o Brasil permaneceu na liderança do ranking mundial de juros reais. A taxa brasileira, que desconta a inflação projetada, recuou de 9,67% para 9,30% ao ano.

A taxa real brasileira caiu de 9,67% ao ano, dado do levantamento feito em junho, para 9,30% ao ano

A taxa real brasileira caiu de 9,67% ao ano, dado do levantamento feito em junho, para 9,30% ao ano

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O levantamento foi elaborado pelo Portal MoneYou em parceria com a Lev Intelligence. O cálculo considera os juros negociados pelo mercado para os próximos 12 meses e a inflação esperada para o mesmo período, atualmente estimada em 4,12%.

Brasil continua à frente da Rússia

Com taxa real de 9,30%, o Brasil aparece à frente da Rússia, que registra 9,09%. Na sequência estão Colômbia, com 6,16%; Indonésia, com 4,61%; e Argentina, com 4,51%.

O ranking reúne 40 economias, cuja taxa média de juros reais ficou em 1,38% ao ano. Os números mostram que, apesar do novo corte promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o rendimento real brasileiro ainda permanece muito acima da média internacional.

Em relação aos juros nominais, sem o desconto da inflação, Brasil e Rússia aparecem empatados na terceira colocação, com 14% ao ano. Turquia, com 37%, e Argentina, com 29%, ocupam as duas primeiras posições. Colômbia, com 12%, e África do Sul, com 7%, aparecem logo depois.

Em uma amostra ampliada de 156 países, 79,5% mantiveram suas taxas desde a reunião anterior do Copom, realizada em junho. Outros 12,8% reduziram os juros, enquanto 7,7% promoveram aumentos.

Com a decisão da 280ª reunião do Copom, a Selic passa a vigorar em 14% ao ano. Mesmo com a redução, a combinação entre juros de mercado e inflação projetada mantém o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais.

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