PF aponta promoção sem experiência mínima e omissão de panes em voo da Voepass
Relatório final sobre a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), cita relatos de pressão para não registrar falhas técnicas; acidente matou 62 pessoas.
Mesmo após o Banco Central reduzir a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano nesta quarta-feira (5), o Brasil permaneceu na liderança do ranking mundial de juros reais. A taxa brasileira, que desconta a inflação projetada, recuou de 9,67% para 9,30% ao ano.
A taxa real brasileira caiu de 9,67% ao ano, dado do levantamento feito em junho, para 9,30% ao ano
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
O levantamento foi elaborado pelo Portal MoneYou em parceria com a Lev Intelligence. O cálculo considera os juros negociados pelo mercado para os próximos 12 meses e a inflação esperada para o mesmo período, atualmente estimada em 4,12%.
Com taxa real de 9,30%, o Brasil aparece à frente da Rússia, que registra 9,09%. Na sequência estão Colômbia, com 6,16%; Indonésia, com 4,61%; e Argentina, com 4,51%.
O ranking reúne 40 economias, cuja taxa média de juros reais ficou em 1,38% ao ano. Os números mostram que, apesar do novo corte promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o rendimento real brasileiro ainda permanece muito acima da média internacional.
Em relação aos juros nominais, sem o desconto da inflação, Brasil e Rússia aparecem empatados na terceira colocação, com 14% ao ano. Turquia, com 37%, e Argentina, com 29%, ocupam as duas primeiras posições. Colômbia, com 12%, e África do Sul, com 7%, aparecem logo depois.
Em uma amostra ampliada de 156 países, 79,5% mantiveram suas taxas desde a reunião anterior do Copom, realizada em junho. Outros 12,8% reduziram os juros, enquanto 7,7% promoveram aumentos.
Com a decisão da 280ª reunião do Copom, a Selic passa a vigorar em 14% ao ano. Mesmo com a redução, a combinação entre juros de mercado e inflação projetada mantém o Brasil no topo do ranking mundial de juros reais.