Copom reduz Selic para 14% ao ano no quarto corte consecutivo de 2026

Banco Central cortou a taxa em 0,25 ponto percentual e citou moderação da atividade econômica e desaceleração da inflação.

06/08/2026 às 08:54 por Redação Plox

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (5) e representa o quarto corte consecutivo da Selic em 2026.

Copom decide pela manutenção da Taxa Selic

Copom decide pela manutenção da Taxa Selic

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao justificar a medida, o Copom afirmou que os indicadores recentes apontam moderação gradual da atividade econômica, embora o mercado de trabalho continue aquecido. A inflação desacelerou, mas ainda permanece acima do limite superior da meta.

As expectativas levantadas pelo Boletim Focus também seguem acima do objetivo perseguido pelo Banco Central. As projeções mencionadas pelo comitê indicam inflação de 5% em 2026 e de 4,2% em 2027.

Efeito sobre crédito e investimentos será gradual

A Selic funciona como referência para as demais taxas de juros da economia. A redução pode contribuir, ao longo do tempo, para diminuir o custo de empréstimos e financiamentos, mas o impacto para consumidores e empresas também depende de fatores como risco, prazo da operação e margem cobrada pelos bancos.

Aplicações financeiras vinculadas à Selic ou ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) também tendem a acompanhar o movimento de queda. Mesmo com o novo corte, porém, a taxa básica continua em patamar elevado.

No cenário internacional, o Banco Central citou incertezas relacionadas aos conflitos armados no Oriente Médio e à condução da política monetária em economias avançadas. Oscilações nos preços do petróleo, efeitos climáticos, desvalorização cambial e estímulos ao consumo aparecem entre os fatores capazes de pressionar novamente a inflação.

O Copom informou que seguirá adotando cautela diante dos riscos internos e externos. As próximas decisões dependerão da evolução da inflação, das expectativas do mercado, da atividade econômica e dos preços de commodities.

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