Estudo associa casos graves de Covid-19 à reativação de vírus latentes

Pesquisa publicada na Nature acompanhou mais de mil pacientes e também apontou relação entre anelovírus e sintomas persistentes da Covid longa.

06/08/2026 às 13:37 por Redação Plox

Pesquisa publicada na revista Nature indica que a infecção grave por Covid-19 pode favorecer a reativação de vírus que permanecem em estado de latência no corpo humano. O fenômeno foi associado a quadros mais intensos da doença e a maior ocorrência de sintomas persistentes da chamada Covid longa.

O estudo acompanhou mais de mil pacientes hospitalizados

O estudo acompanhou mais de mil pacientes hospitalizados durante 2020 e o início de 2021. Cerca de metade apresentou sinais de reativação de vírus já presentes no organismo, como Epstein-Barr, citomegalovírus, herpes simples e anelovírus.

Estudo associa casos graves de Covid-19 à reativação de vírus latentes

Foto: Foto: USP


Segundo os pesquisadores

Segundo os pesquisadores, esses vírus normalmente permanecem controlados pelo sistema imunológico após a infecção inicial. A hipótese é que o estresse causado pela Covid-19 provoque alterações na resposta de defesa do organismo, permitindo que alguns desses microrganismos voltem a apresentar atividade.

Estudo relaciona casos graves de Covid-19 à reativação de vírus adormecidos no organismo

Foto: Agência Brasil


A análise também mostrou diferenças no momento

A análise também mostrou diferenças no momento em que cada vírus reapareceu. O Epstein-Barr e os anelovírus foram detectados logo após a internação, enquanto o citomegalovírus e o herpes simples surgiram com maior frequência cerca de três semanas depois, principalmente nas vias respiratórias.

Os pesquisadores acompanharam os pacientes por um ano

Os pesquisadores acompanharam os pacientes por um ano e observaram associação entre a reativação de anelovírus e o desenvolvimento de Covid longa. Pessoas que apresentaram esse fenômeno também tiveram níveis mais elevados de inflamação, maior ativação das células de defesa e mais sinais de danos celulares.

Apesar dos resultados

Apesar dos resultados, os cientistas ressaltam que ainda não é possível afirmar que a reativação desses vírus seja a causa direta do agravamento da Covid-19 ou dos sintomas prolongados. O fenômeno pode contribuir para essas condições ou apenas refletir uma resposta intensa do sistema imunológico.

A descoberta pode abrir caminho para novas estratégias de tratamento

A descoberta pode abrir caminho para novas estratégias de tratamento, que considerem não apenas o coronavírus, mas também outros vírus reativados durante a infecção. Estudos clínicos ainda são necessários para confirmar se terapias antivirais contra esses microrganismos podem melhorar a evolução da doença ou reduzir o risco de Covid longa.

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