Dario Durigan diz que governo não estuda mudar política de valorização do salário mínimo

Ministro da Fazenda afirmou que a regra preserva o ganho real dos trabalhadores, mas deve ser compatível com as regras fiscais e a sustentabilidade das contas públicas.

06/08/2026 às 13:19 por Redação Plox

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (6) que o governo federal não estuda alterar a política de valorização do salário mínimo. Em entrevista à GloboNews, ele disse que a prioridade da equipe econômica é reduzir os juros no país e reiterou que a atual política preserva o ganho real dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que busca compatibilizar o crescimento das despesas com as regras fiscais.

Durigan descarta mudança na regra do salário mínimo e destaca preocupação com a dívida pública

Foto: Agencia Brasil


impacto direto

Durigan ressaltou que a definição do salário mínimo tem impacto direto sobre benefícios previdenciários e assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), já que esses pagamentos são vinculados ao piso nacional. Segundo o ministro, por isso é necessário conciliar a valorização da renda com a sustentabilidade das contas públicas.

preocupação do governo

O ministro também reconheceu a preocupação do governo com o aumento da dívida pública e reforçou a necessidade de controlar os gastos. No mesmo contexto, o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, David Athayde, informou que a equipe econômica discute alternativas para garantir o equilíbrio fiscal, incluindo a possibilidade de rever o limite de crescimento das despesas, atualmente fixado em até 2,5% acima da inflação. O objetivo é cumprir a meta de superávit primário de 0,25% do PIB prevista para este ano, equivalente a cerca de R$ 34 bilhões.


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que a dívida pública esteja fora de controle, mas reconheceu preocupação com sua trajetória nos próximos anos. Segundo ele, o governo precisa combinar esforço fiscal e redução da taxa de juros para estabilizar o endividamento e garantir uma situação fiscal mais sustentável no médio e longo prazo.
Durigan afirmou que a dívida brasileira já foi maior no passado e defendeu que a queda dos juros é um fator essencial para conter seu avanço. Na avaliação do ministro, embora o governo tenha controlado os gastos, a taxa de juros, atualmente em 14% ao ano, exerce forte pressão sobre o crescimento da dívida pública.
Dados divulgados pelo Banco Central mostram que a dívida bruta do setor público alcançou 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho, equivalente a R$ 10,8 trilhões. O percentual representa um aumento de 0,9 ponto percentual em relação a maio e o maior nível registrado desde 2021, durante a pandemia de Covid-19.

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