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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) suspendeu cautelarmente o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado morto em uma residência na região norte de Palmas. A medida foi anunciada na quarta-feira (5), horas antes da prisão preventiva de Igor e da companheira dele, Kathellen Moreira, madrasta da criança.
OAB-TO suspende cautelarmente advogado preso após morte do filho de 3 anos em Palmas.
Foto: Reprodução/FRAME VIDEO
O casal foi preso na madrugada desta quinta-feira (6). Os dois são investigados pela Polícia Civil do Tocantins por suspeita de envolvimento na morte do menino. Após os procedimentos no Instituto Médico Legal (IML), Igor foi encaminhado ao sistema prisional e Kathellen a uma unidade feminina.
A suspensão foi determinada pela Diretoria da OAB-TO, pelo Conselho Seccional e pelo presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (TED). A entidade informou que a medida não representa uma decisão definitiva e continuará válida até a instauração e análise do procedimento disciplinar.
Casal foi preso na madrugada desta quinta-feira (6).
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A OAB-TO ressaltou que serão assegurados ao advogado o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal. A decisão foi fundamentada no Estatuto da Advocacia e da OAB.
Gustavo foi encontrado morto na segunda-feira (3). Na ocasião, Igor procurou a 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil e comunicou o óbito. A versão inicialmente apresentada pelo pai indicava que a criança teria sofrido um afogamento na piscina da residência.
Laudo apontou agressões e violência sexual.
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Exames do IML, no entanto, não encontraram indícios de afogamento. O laudo apontou que o menino sofreu múltiplas agressões, hemorragia interna, lesão intestinal e violência sexual. As informações constam na investigação conduzida pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas.
Antes do cumprimento das prisões, a defesa de Igor e Kathellen informou à TV Anhanguera que não se manifestaria porque ainda não havia tido acesso aos autos. O inquérito permanece em andamento para esclarecer a dinâmica da morte e a responsabilidade de cada investigado.