PF cumpre 13 mandados em investigação sobre contratos da UFLA; prejuízo potencial chega a R$ 4 milhões

Operação Malversação apura suspeitas de fraudes em compras realizadas entre 2021 e 2022; ações ocorreram em Lavras, no Sul de Minas, e Campos do Jordão, em São Paulo.

06/08/2026 às 08:53 por Redação Plox

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (6) a Operação Malversação, que investiga suspeitas de fraudes em contratos administrativos da Universidade Federal de Lavras (UFLA), no Sul de Minas. A corporação estima que o potencial prejuízo aos cofres públicos possa chegar a R$ 4 milhões.

PF investiga possível esquema de desvio de verbas públicas na Universidade Federal de Lavras (UFLA)

PF investiga possível esquema de desvio de verbas públicas na Universidade Federal de Lavras (UFLA)

Foto: Polícia Federal


Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), os policiais cumprem 13 mandados de busca e apreensão em Lavras, em Minas Gerais, e Campos do Jordão, no interior de São Paulo. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte.

Contratos são de 2021 e 2022

A investigação concentra-se em compras de materiais de construção e outros insumos feitas pela universidade entre 2021 e 2022. A PF apura indícios de irregularidades na execução de pregões eletrônicos e na documentação fiscal apresentada pelas empresas contratadas.

Segundo a corporação, há suspeita de que parte das notas fiscais não corresponda integralmente aos produtos efetivamente entregues à UFLA, embora os pagamentos tenham sido feitos com recursos públicos.

Os investigadores também apuram possível participação de agentes públicos e particulares em atestes irregulares de recebimento de mercadorias, pagamentos indevidos e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada por alguns investigados.

A operação busca reunir provas, esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar todos os possíveis envolvidos e calcular o eventual dano ao patrimônio público. A investigação está em andamento, e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades competentes.

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