Superintendentes da PF defendem Andrei Rodrigues em impasse com André Mendonça

Dirigentes afirmam que a corporação atua com base na legalidade e contestam restrições ao fluxo de informações internas.

06/08/2026 às 13:13 por Redação Plox

Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram, nesta quinta-feira (6), uma nota conjunta em defesa do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. No documento, os dirigentes reafirmam a confiança na direção da instituição e destacam que a atuação da PF é pautada pela Constituição, pela legalidade e pelo Estado Democrático de Direito.

Superintendentes da PF divulgam nota em defesa da direção-geral após tensão com STF

Foto: Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


divergências entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça

A manifestação ocorre em meio às divergências entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relacionadas à condução de investigações criminais. Na nota, os superintendentes afirmam que a credibilidade da corporação resulta da atuação técnica e independente de seus servidores, baseada em fatos, provas e nos mecanismos de controle previstos em lei. O texto também ressalta que a atividade investigativa não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais.

O impasse envolve investigações relacionadas ao chamado "caso INSS"

O impasse envolve investigações relacionadas ao chamado "caso INSS" e à apuração de suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em contratos da Dataprev e do Ministério da Saúde. Segundo a reportagem, o gabinete de André Mendonça questiona a condução e o andamento das investigações, enquanto a Polícia Federal afirma que os procedimentos seguem critérios exclusivamente técnicos.

A corporação também contesta medidas determinadas pelo ministro

A corporação também contesta medidas determinadas pelo ministro que restringem o fluxo de informações entre delegados responsáveis pelas investigações e a direção-geral da PF. Diante desse cenário, a instituição recorreu à Advocacia-Geral da União (AGU) para avaliar as decisões, alegando que as restrições podem comprometer a gestão administrativa da Polícia Federal.


Superintendentes da PF defendem atuação técnica após críticas ao diretor-geral
Os chefes das 27 superintendências regionais da Polícia Federal divulgaram uma nota em defesa da atuação institucional da corporação e do diretor-geral. No documento, reforçam que a atividade investigativa deve ser conduzida com independência, observando exclusivamente a Constituição e as leis, sem influência de interesses políticos, ideológicos ou pessoais.
A manifestação também destaca que o debate público e as críticas são legítimos em uma democracia, mas afirma que esses questionamentos se tornam prejudiciais quando têm como objetivo enfraquecer a credibilidade e a confiança da sociedade nas instituições. A nota é assinada pelos responsáveis pelas 27 superintendências regionais da Polícia Federal.
Lula diz que orientou filho a se defender e responder por eventuais irregularidades
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que conversou diretamente com seu filho após o nome dele ser citado na CPMI do INSS. Segundo Lula, chamou o filho ao Palácio do Planalto e foi direto ao afirmar: "Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda".
De acordo com informações do blog do jornalista Valdo Cruz, interlocutores do presidente afirmam que o Palácio do Planalto adotará a posição de que qualquer pessoa eventualmente envolvida em irregularidades deve responder por seus atos, independentemente de vínculos pessoais ou familiares. Ainda segundo essas fontes, o governo avalia que não há indícios de que o filho do presidente tenha obtido benefícios dentro da administração federal para favorecer a empresária Roberta Luchsinger.

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