Entendendo o luto: como lidar com a dor da perda

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Por Plox

06/11/2023 18h31 - Atualizado há 9 meses

Novembro se inicia nos chamando à lembrança de que a nossa vida tem fim. No Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, muitos rememoram momentos alegres que viveram ao lado de entes queridos que já se foram, mas também enfrentam o ressurgimento da dor do luto. Especialistas na área da saúde destacam que é normal o luto desencadear um turbilhão de emoções que variam da tristeza à raiva e que tal estado emocional pode influenciar até mesmo as funções cognitivas, causando confusão e incredulidade nos indivíduos. A luto faz parte da vida e não fim de ano, a época pode ser sim de sofrimento para quem já perdeu o entre querido.

 

Quando Buscar Ajuda
Eles alertam para o sinal de que é necessário procurar auxílio quando a pessoa enlutada não consegue retomar suas atividades rotineiras e perde o interesse por coisas que antes a agradavam, chegando a questionar a própria identidade.

A Morte nas Diferentes Culturas
A morte é um fenômeno universal, porém, a maneira como lidamos com ela varia amplamente. Nas sociedades ocidentais, geralmente se encara o luto com tristeza e dor, mas há culturas, como a mexicana, que homenageiam seus mortos de maneira mais festiva, a exemplo do Dia dos Mortos. Povos indígenas também têm práticas próprias, honrando seus ancestrais com cantos e rituais.

Diversidade de Crenças e Costumes
Independentemente da crença religiosa ou falta dela, as pessoas têm suas próprias formas de interpretar o fim da vida. O Dia de Finados frequentemente se apresenta como uma ocasião para a rememoração e honra aos que se foram, embora também seja um período marcado pela tristeza.

A Individualidade do Luto
A natureza do luto pode variar bastante dependendo da conexão que existia entre o falecido e quem permanece, assim como da idade em que o luto é vivenciado. O Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) ressalta, especialmente em relação ao luto parental, que este é uma experiência única para cada genitor e não tem prazo definido para seu término, enfatizando a necessidade de compreensão e apoio contínuo durante tal processo.

Perdas Simbólicas e a Pandemia
O conceito de luto se expandiu para incluir as chamadas mortes simbólicas - a perda de rotinas, estilos de vida e experiências compartilhadas. Esse aspecto se tornou particularmente evidente durante a pandemia da Covid-19, que levou à perda precoce de mais de 700 mil vidas no Brasil e impôs restrições aos rituais fúnebres, forçando muitos a encontrar maneiras de processar o luto sem a despedida formal tradicional.

O luto, portanto, é uma experiência profundamente pessoal que se manifesta de acordo com a individualidade de cada um, as tradições de cada cultura, cada local e os contextos históricos específicos que envolvem cada perda.
 

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