STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quarta-feira (6) que a vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos gerou um clima de “tensão” global. Trump venceu a candidata Kamala Harris, e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já reconheceu o resultado.

Em entrevista a jornalistas, Haddad manifestou preocupação quanto ao tom radical adotado por Trump durante sua campanha, mas acredita que, ao assumir a presidência, suas ações podem diferir do discurso eleitoral. “Na campanha, muitas declarações causaram apreensão não só no Brasil, mas no mundo inteiro. O dia amanheceu mais tenso. Porém, entre o que foi dito e o que será feito, nem sempre tudo se traduz como anunciado”, explicou o ministro.
Haddad destacou ainda que Trump deve contar com uma maioria “inequívoca” tanto na Câmara quanto no Senado dos EUA, o que aumentará sua liberdade para implementar políticas. O novo governo norte-americano tomará posse em 20 de janeiro. Enquanto isso, segundo o ministro, o Brasil deve focar em fortalecer suas finanças para minimizar o impacto das decisões da administração Trump.
Questionado sobre os reflexos da vitória de Trump na política interna brasileira e um possível fortalecimento da direita bolsonarista, Haddad foi cauteloso. Ele pontuou que as dinâmicas eleitorais entre os dois países são distintas, e que a ascensão da extrema-direita é um fenômeno global desde 2016. "O importante é que a democracia continue resistindo", ressaltou.
Nesta quarta-feira, Haddad informou que o governo brasileiro concluiu reuniões com ministros para discutir o plano de corte de gastos, que deve ser anunciado nos próximos dias. O impacto da vitória de Trump já se reflete nos mercados internacionais, pressionando o câmbio e levando o dólar a ultrapassar R$ 6,00.
O próximo passo será a apresentação das propostas ao presidente Lula, que deve discutir as medidas com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “Após a reunião com o presidente, farei o contato com Lira para detalhar o procedimento”, comentou Haddad.
Entre as áreas que podem ser afetadas pelos cortes estão o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, além do seguro-desemprego, abono salarial e alguns fundos constitucionais.