Lula diz que não sabia da falta de reajuste do Bolsa Família e explica Orçamento de 2027
Presidente afirmou ter determinado a correção após cobrar explicações de ministros; reajuste informado é de 15%, com impacto previsto nas despesas públicas.
A administração municipal de Ipatinga acumulou ao longo de 2025 uma dívida de R$55 milhões com a Fundação São Francisco Xavier (FSFX), mantenedora do Hospital Márcio Cunha. A informação foi confirmada pela Fundação nessa quarta-feira (05), junto com um alerta: o risco de suspensão dos atendimentos aos pacientes do SUS, caso a dívida seja paga. A prefeitura de Ipatinga, por sua vez, informou nesta quinta-feira (06) que o município enfrenta atualmente um cenário de restrição financeira. A preocupação com a falta do repasse motivou um requerimento para uma audiência pública na Câmara Municipal para que o assunto seja discutido com todos os envolvidos e com a população. Veja na Live todos os posicionamentos.
A Fundação confirmou que a dívida começou a se acumular ainda no primeiro trimestre deste ano e se agravou ao longo dos meses, alcançando a marca de R$ 55 milhões em novembro. A instituição relata que buscou sensibilizar a administração municipal para a necessidade de regularização dos repasses, formados principalmente por recursos federais e estaduais.
Segundo a FSFX, o hospital é uma referência regional, especialmente em áreas como emergência, hemodiálise e atendimentos oncológicos, desempenhando papel crucial na assistência aos pacientes do SUS. A entidade destaca que, apesar das dificuldades financeiras causadas pela inadimplência da prefeitura, mantém o padrão de excelência e o compromisso com a população.
Há risco de paralisação dos atendimentos caso a dívida não seja quitada e, diante do cenário de inadimplência recorrente, a FSFX iniciou medidas legais para tentar garantir o pagamento dos valores devidos.
Foto: FSFX
Diante do cenário preocupante, o vereador Matheus Braga protocolou o Requerimento nº 053/2025 na Câmara Municipal de Ipatinga, sugerindo a realização de uma audiência pública sobre o tema. A proposta é reunir representantes da prefeitura, da FSFX, do Conselho Municipal de Saúde e dos vereadores para discutir alternativas que assegurem o direito à saúde dos cidadãos de Ipatinga.
Segundo estimativas apresentadas pelo presidente do Conselho Municipal de Saúde, o acúmulo de débitos pode comprometer serviços hospitalares de média e alta complexidade oferecidos à população. “O Hospital Márcio Cunha é referência regional e atende milhares de pessoas pelo SUS. Essa situação precisa ser tratada com seriedade, buscando soluções que garantam a continuidade do atendimento”, afirmou Matheus Braga.
A Prefeitura de Ipatinga confirmou, em nota, enfrentar restrições orçamentárias e ressaltou o esforço para manter o funcionamento do sistema de saúde, mesmo diante das dificuldades. O município garante que os repasses financeiros à Fundação são realizados mensalmente, conforme as obrigações assumidas e os limites orçamentários.
Além disso, a administração municipal informou que está em negociação com o Governo do Estado de Minas Gerais para buscar a regularização de repasses antigos destinados à saúde, que somam aproximadamente R$ 78 milhões. A expectativa é que esses recursos ajudem a equilibrar as contas municipais e possibilitem a quitação de débitos com prestadores do SUS.
A prefeitura reforça que tem priorizado a transparência e a legalidade em sua gestão e afirma não medir esforços para resolver as pendências financeiras, garantindo a continuidade e a qualidade dos serviços de saúde para a população de Ipatinga.
Vista aérea do Hospital Márcio Cunha, localizado em Ipatinga
Foto: Elvira Nascimento / FSFX