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Política
Minas já tem cinco pré-candidatos ao governo, enquanto PT e conservadores seguem em indefinição
A menos de dez meses das eleições, cenário em Minas Gerais reúne cinco nomes já colocados, impasse no PT mineiro sobre palanque para Lula e indefinição de candidaturas no campo conservador, em meio à contagem regressiva do calendário eleitoral
07/01/2026 às 17:12por Redação Plox
07/01/2026 às 17:12
— por Redação Plox
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A menos de dez meses das eleições, Minas Gerais tem, até o momento, apenas cinco pré-candidaturas oficialmente colocadas para o governo do Estado, com poucos nomes de grande expressão eleitoral.
As eleições estão marcadas para 4 de outubro deste ano.
Eleições deste ano acontecem no dia 4 de outubro
Foto: TSE
Cenário atual de pré-candidatos ao governo de Minas
Até esta quarta-feira (7), anunciaram intenção de disputar o Palácio Tiradentes o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), o militante de esquerda e operário da mineração Rafael Duda (PSTU) e a professora Maria da Consolação (PSOL). Também tenta se viabilizar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).
Outros nomes cotados, como o do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), seguem em suspenso, em um quadro de ampla indefinição sobre quem efetivamente estará na disputa pelo comando do Executivo mineiro.
Indefinições no campo conservador
Enquanto Cleitinho evita falar publicamente sobre a possibilidade de concorrer ao governo, Nikolas afirmou, em coletiva de imprensa na segunda-feira (5), que não descarta disputar o cargo. Ele ponderou, porém, que uma eventual candidatura poderia significar a perda de uma “voz ativa” do campo conservador no Congresso.
PT dividido e busca por palanque para Lula em Minas
No campo da esquerda, o PT ainda não conseguiu consolidar uma chapa majoritária. Há duas correntes internas: uma defende o lançamento de um nome próprio e cita, como possibilidades, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, e a deputada estadual Beatriz Cerqueira.
A outra ala petista defende apoiar um candidato de outro partido, em uma composição que assegure um palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais. O preferido de Lula era o senador Rodrigo Pacheco (PSD), que já sinalizou não pretender disputar o Palácio Tiradentes neste ano.
Chegou-se a cogitar apoio a Alexandre Kalil, mas as conversas não avançaram. Na última visita de Lula ao Estado, surgiu uma nova hipótese para o PT: a construção de uma ponte com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), em torno de uma eventual candidatura dele ao Executivo estadual. Até agora, porém, não há qualquer indicativo de que o deputado estadual vá entrar na disputa.
Prazos legais para partidos e candidaturas
Os partidos terão entre 20 de julho e 5 de agosto para realizar as convenções partidárias que definirão as chapas majoritárias e proporcionais nas eleições deste ano.
Poderão participar do pleito apenas as legendas que tiverem seu estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até seis meses antes da votação e que, até a data da convenção, contem com órgão de direção definitivo ou provisório na circunscrição do pleito, ou seja, no território em que a eleição será disputada.
Até 15 de agosto, um dia antes do início oficial da campanha eleitoral, as candidaturas precisam estar registradas junto à Justiça Eleitoral.