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Saúde
Prefeitura de Ipatinga inicia primeiro LIRAa de 2026 para mapear focos do Aedes aegypti
Levantamento mobiliza cerca de 80 agentes para vistoriar 4,7 mil imóveis até 9 de janeiro, em meio a alerta para aumento da infestação do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya no período chuvoso
07/01/2026 às 19:28por Redação Plox
07/01/2026 às 19:28
— por Redação Plox
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A Prefeitura de Ipatinga deu início, nesta semana, ao primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. A ação se estende até a próxima sexta-feira, 9 de janeiro, e mobiliza cerca de 80 Agentes de Combate a Endemias, responsáveis por vistoriar 4.736 imóveis em diversos bairros do município.
LIRAa
Foto: Divulgação / PMI
O levantamento tem como finalidade mapear as áreas com maior índice de infestação larvária do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Realizado quatro vezes ao ano, o LIRAa serve como base técnica para orientar as ações de controle, prevenção e combate às arboviroses na cidade.
LIRAa
Foto: Divulgação / PMI
Ao longo da semana, os agentes percorrem as ruas devidamente uniformizados para realizar as vistorias. A Prefeitura pede a colaboração dos moradores para permitir o acesso às residências, etapa considerada fundamental para garantir a precisão dos dados coletados.
Vídeo: Andressa Estevão / Plox
Vanessa Andrade - Gerente da seção de controle de zoonoses
Participação da população é decisiva
De acordo com a gerente do Departamento de Zoonoses, Vanessa Andrade, o envolvimento dos moradores é determinante para o êxito do trabalho.
O LIRAa é uma ferramenta essencial para identificarmos onde o mosquito está se proliferando e, a partir disso, direcionarmos as ações de forma mais eficaz. Por isso, é fundamental que os moradores recebam os agentes e também façam a sua parte no cuidado com os quintais e ambientes internos
Vanessa Andrade
Período chuvoso mantém sinal de alerta
No último levantamento, realizado em outubro de 2025, o índice médio de infestação no município foi de 3%, abaixo dos 5% registrados no mesmo período de 2024. Apesar da redução, o resultado já indicava situação de alerta, especialmente com o início do período chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito.
Com as chuvas ainda frequentes na região, a Prefeitura ressalta a importância de manter cuidados básicos, como eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o Aedes aegypti.
Focos do mosquito seguem concentrados nas residências
O levantamento anterior também mostrou que a maior parte dos criadouros do mosquito continua sendo encontrada dentro das casas. Os depósitos móveis, como vasos, pratos, frascos e bebedouros, responderam por 45,6% dos focos identificados.
Na sequência aparecem o lixo acumulado (17,1%), os depósitos fixos, como calhas e lajes (13,9%), e tambores ou tonéis ao nível do solo (13,3%).
A Prefeitura reforça que eliminar a água parada é a forma mais eficaz de combater o Aedes aegypti. A orientação é que os moradores reservem cerca de dez minutos por semana para verificar vasos de plantas, calhas, ralos, caixas d’água e outros recipientes que possam acumular água.
A Administração Municipal destaca que o enfrentamento às arboviroses depende da ação conjunta entre poder público e população, especialmente neste período de maior risco.