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Política
Após queda na prisão, Bolsonaro é levado a hospital em Brasília para exames na cabeça
Ex-presidente relata ter batido a cabeça em móvel da cela e só conseguiu autorização do ministro Alexandre de Moraes para sair da prisão rumo ao hospital DF Star na manhã desta quarta-feira (7), após divergências entre laudos médicos e da PF
07/01/2026 às 11:53por Redação Plox
07/01/2026 às 11:53
— por Redação Plox
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O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) deu entrada na manhã desta quarta-feira (7) no hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames na cabeça, cerca de 24 horas após relatar uma queda dentro da prisão.
Foto: Presidência
Na terça-feira (6), Bolsonaro informou ter caído durante a madrugada e batido a cabeça. De acordo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ele não teria recebido atendimento médico imediato. A Polícia Federal, porém, contesta a versão e afirma que agentes prestaram os primeiros socorros ainda no local.
Segundo a equipe médica que acompanha o ex-presidente, o caso foi classificado como “traumatismo craniano leve”.
Disputa sobre atendimento e laudos médicos
O episódio expôs divergências entre os relatos de Michelle Bolsonaro, os peritos da Polícia Federal e o médico particular do ex-presidente. Nas redes sociais, Michelle afirmou que o marido caiu enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel da cela, recebendo atendimento médico apenas após a chegada dela à unidade, por volta das 9h.
Peritos da PF avaliaram Bolsonaro ainda na prisão e constataram apenas ferimentos leves, sem indicação imediata de remoção para um hospital. O laudo produzido pelos profissionais recomendou somente observação clínica.
Já o médico particular de Bolsonaro discordou da avaliação inicial. Ele apontou suspeita de traumatismo craniano leve e defendeu a remoção imediata para um hospital, com a realização de exames mais detalhados.
Autorização do STF foi condicionada a mais informações
A defesa do ex-presidente acionou o Supremo Tribunal Federal para garantir a saída temporária da prisão. Os advogados solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que Bolsonaro fosse encaminhado a uma unidade de saúde, sob acompanhamento médico e escolta policial.
O pedido foi inicialmente negado por Moraes, que cobrou mais detalhes sobre o quadro clínico e o laudo apresentado. Apenas na manhã desta quarta-feira o ministro liberou a ida de Bolsonaro ao hospital para a realização dos exames.
Na petição enviada ao STF, a defesa alegou que a queda representa risco concreto à saúde do ex-presidente, especialmente em razão de seu histórico clínico recente, e insistiu na necessidade de transferência imediata para avaliação especializada.