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Jovem que passou cinco dias perdido no Pico Paraná é recebido com festa surpresa ao chegar em casa
Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, caminhou cerca de 20 km desorientado pela mata até pedir um celular emprestado, acionar a família e ser resgatado após grande operação com bombeiros e voluntários
07/01/2026 às 17:15por Redação Plox
07/01/2026 às 17:15
— por Redação Plox
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Após passar cinco dias perdido no Pico Paraná, o jovem Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, foi recebido com uma festa surpresa por amigos e familiares, em casa, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O reencontro emocionado aconteceu na terça-feira (6), um dia depois de ele receber alta do hospital de Antonina, onde ficou internado para reidratação e realização de exames médicos.
Nas imagens registradas pela família, Roberto aparece comovido, abraçando as pessoas que o aguardavam na frente de casa após o período de buscas e do resgate.
Cinco dias perdido na maior montanha do Sul do país
O jovem se perdeu durante uma trilha no Pico Paraná, ponto mais alto do Sul do Brasil, conhecido pelo histórico de desaparecimentos e operações de resgate. Desorientado, ele percorreu cerca de 20 quilômetros pela mata até alcançar uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina.
No local, pediu um celular emprestado, ligou para a irmã e avisou que estava vivo. A partir desse contato, o socorro foi acionado e uma equipe do Corpo de Bombeiros se deslocou até a região para resgatá-lo e levá-lo ao hospital de Antonina.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Roberto respondeu bem ao tratamento e recebeu alta hospitalar na segunda-feira (6). A partir de agora, a recuperação será feita em casa, sob acompanhamento da família. O desfecho aliviou parentes, amigos e equipes que participaram das buscas.
Força-tarefa com mais de 400 pessoas
As buscas mobilizaram mais de 100 bombeiros e cerca de 300 voluntários, além do uso de câmeras térmicas, drones e técnicas de rapel em áreas de difícil acesso. Segundo o próprio Roberto, no primeiro dia em que se perdeu ele chegou a ouvir um helicóptero sobrevoando a região e entendeu que as equipes estavam à sua procura. Nos dias seguintes, porém, sem sinal de proximidade de socorro, passou a achar que o resgate pudesse ter sido suspenso.
Enquanto caminhava sozinho pela mata, o jovem relatou ter pensado que não seria encontrado e que poderia não sobreviver, chegando a ter alucinações em determinado momento. Ele afirmou que se agarrou à fé e ao pensamento na família para continuar andando e tentar encontrar uma rota de saída.
Após ser resgatado, Roberto agradeceu o empenho de todos os profissionais e voluntários envolvidos na operação, além do apoio recebido pela família ao longo dos dias em que esteve desaparecido e durante a internação.
Como o jovem se separou do grupo
O desaparecimento começou em 31 de dezembro, quando Roberto iniciou a trilha rumo ao cume do Pico Paraná acompanhado de uma amiga. Durante a subida, ele se sentiu mal e precisou descansar. No alto da montanha, os dois encontraram outros grupos de montanhistas antes de começarem a descer.
A descida teve início por volta das 6h30, quando a dupla passou a acompanhar um desses grupos. Em um ponto antes do acampamento, Roberto acabou se separando dos demais. Mais tarde, segundo o Corpo de Bombeiros, um segundo grupo iniciou a descida, passou pelo local onde ele havia ficado, mas não o encontrou.
Entre os montanhistas que cruzaram o caminho da dupla estava o analista jurídico Fabio Sieg Martins. Ele explicou que só percebeu que algo estava errado ao chegar ao acampamento na base do morro e notar que Roberto não havia sido visto novamente pelos demais caminhantes. Diante da situação, decidiu acionar o Corpo de Bombeiros assim que conseguiu sinal de celular, informando a localização e referências da trilha.
Investigação tratou caso como desaparecimento
No sábado (3), a Polícia Civil passou a investigar o caso após a família registrar um Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento do jovem. O delegado responsável ouviu a amiga que o acompanhava na trilha, outros montanhistas que encontraram o grupo no caminho e familiares de Roberto.
Na ocasião, a Polícia Civil informou que não havia indícios de crime e que a situação era tratada como desaparecimento, enquanto as equipes de resgate mantinham o trabalho de buscas na região do Pico Paraná.