Política

Lula relata acidente e critica demora no atendimento de saúde durante lançamento de rede inteligente do SUS

Em evento no Planalto, presidente usa experiência de cirurgia de emergência na cabeça para comparar própria espera por aeronave à de pacientes em macas nos corredores, durante anúncio de rede nacional de hospitais inteligentes financiada com R$ 1,7 bilhão

07/01/2026 às 14:11 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou uma experiência pessoal para criticar a demora no atendimento de saúde durante o lançamento de um programa que prevê o uso de inteligência artificial na rede pública. Ele relembrou o episódio em que bateu a cabeça no banheiro, em dezembro de 2024, e precisou ser transferido de Brasília para São Paulo para passar por uma cirurgia de emergência.

Lula relembrou episódio de quando bateu a cabeça e teve que ser atendido em São Paulo

Lula relembrou episódio de quando bateu a cabeça e teve que ser atendido em São Paulo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Lula relata espera por atendimento após acidente

Em discurso no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (7/1), Lula contou que, após o acidente, procurou um dos principais hospitais de Brasília, onde foi diagnosticado com excesso de líquido na cabeça em decorrência da batida. Segundo ele, a equipe médica se alarmou e indicou transferência imediata para São Paulo.

O presidente descreveu a espera até que houvesse aeronave disponível e o clima de tensão entre os profissionais de saúde responsáveis por sua transferência. Ao chegar ao destino, parte da equipe temia que seu estado pudesse ter se agravado durante o voo.

Rede de hospitais inteligentes no SUS

O evento no Planalto marcou o lançamento da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), iniciativa que promete agilizar o atendimento em hospitais públicos com o apoio de inteligência artificial. A primeira unidade a receber o serviço será em Brasília.

Ao relacionar o próprio caso à realidade da rede pública, Lula reforçou que espera ver melhorias concretas no atendimento na capital federal, destacando o contraste entre a condição de um presidente e a de pacientes que aguardam por leitos e procedimentos em macas nos corredores.

Investimento internacional e expansão da estrutura

O programa será financiado com R$ 1,7 bilhão do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como o “banco do Brics” e presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff, que participou da solenidade.

Além da unidade inicial em Brasília, a iniciativa prevê a integração de uma rede de hospitais e serviços inteligentes com 14 UTIs. A estrutura em São Paulo tem previsão de ser concluída em até três anos, compondo a expansão dessa rede voltada à modernização do atendimento no SUS.

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