STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
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Um jovem de 26 anos morreu no Pará após consumir açaí supostamente contaminado, o que acendeu o alerta das autoridades de saúde na Região Metropolitana de Belém. Ronald Maia da Silva faleceu em 31 de dezembro, na noite de Réveillon, após complicações associadas à doença de Chagas.
Suspeita é de que o alimento estivesse contaminado por fezes do inseto barbeiro
Foto: Pixabay Reprodução
Segundo reportagem da CNN Brasil, a principal suspeita é de que o alimento estivesse contaminado por fezes do inseto conhecido como barbeiro, transmissor do protozoário Trypanosoma cruzi, agente causador da doença.
Relatos de familiares indicam que Ronald começou a apresentar os primeiros sintomas no início de dezembro. Ao longo do mês, ele procurou atendimento em dois hospitais diferentes, mas não recebeu um diagnóstico conclusivo inicialmente e acabou sendo liberado para voltar para casa.
Com o agravamento do quadro de saúde, o jovem foi internado em 27 de dezembro no Pronto-Socorro da Augusto Montenegro, onde permaneceu por sete dias sob cuidados médicos, até morrer no fim do ano.
A Prefeitura de Ananindeua confirmou o caso nesta quarta-feira e informou que a Secretaria Municipal de Saúde abriu uma investigação epidemiológica na região. Como medida preventiva, pontos de venda de açaí no município foram interditados temporariamente para fiscalização, com foco nas condições de higiene e manipulação do produto.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) comunicou que a Coordenação de Combate à Doença de Chagas acompanha a ocorrência e aguarda a complementação de dados para confirmar oficialmente a origem da contaminação.
A doença de Chagas pode ser transmitida por via oral quando o inseto barbeiro ou suas fezes são processados acidentalmente junto com frutos, como açaí e bacaba, especialmente quando não são seguidos os protocolos adequados de higienização e branqueamento.
As autoridades de saúde reforçam a orientação para que consumidores deem preferência a estabelecimentos que adotem boas práticas de manipulação e possuam selos de qualidade, a fim de reduzir o risco de novos casos de contaminação e preservar a segurança no consumo do açaí.
Com informações de CNN Brasil