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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (6/1) que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresente a lista completa dos exames médicos considerados necessários após a queda sofrida pelo ex-presidente na cela da Polícia Federal, durante a madrugada.
Pedido médico inclui exames neurológicos para apurar efeitos da queda relatada por Bolsonaro (dir) durante a madrugada
Foto: Gustavo Moreno/STF
A exigência foi estabelecida como condição para qualquer autorização de remoção de Bolsonaro para um hospital particular em Brasília.
Poucos minutos após o despacho de Moraes, os advogados do ex-presidente protocolaram no STF a relação de procedimentos solicitados pelo médico Brasil Ramos Caiado, cardiologista que o acompanha. Entre os exames indicados estão tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma.
No documento, o médico elenca como indicações clínicas a necessidade de esclarecer uma possível crise convulsiva, suspeita de lesão craniana compatível com traumatismo cranioencefálico (TCE), síncope noturna com queda, oscilações transitórias de memória e a existência de lesão cortante na região temporal e na face lateral direita.
No despacho, Alexandre de Moraes registrou que, de acordo com nota oficial da Polícia Federal, Bolsonaro foi atendido por uma equipe médica ainda pela manhã, após relatar a queda na cela durante a madrugada.
Segundo a corporação, os profissionais constataram “ferimentos leves” e, naquele momento, não recomendaram remoção hospitalar imediata, orientando apenas a observação do quadro clínico nas dependências da PF.
Apesar da avaliação inicial, a defesa recorreu ao STF pedindo autorização para remoção imediata de Bolsonaro ao Hospital DF Star, em Brasília, a pedido do médico particular. Os advogados argumentaram a necessidade de preservar a integridade física do ex-presidente e evitar eventual agravamento do estado de saúde.
Moraes reforçou que a defesa tem direito à realização de exames complementares, desde que haja indicação específica e comprovada. O ministro determinou ainda que seja analisada a possibilidade de que esses procedimentos sejam feitos no próprio sistema penitenciário antes de qualquer deslocamento externo.
Ao longo da manhã, a Polícia Federal divulgou comunicados sucessivos sobre o caso. Em um primeiro momento, informou que não via necessidade de atendimento hospitalar. Depois, anunciou que Bolsonaro seria encaminhado a um hospital, a pedido do médico particular. Minutos mais tarde, esclareceu que a remoção dependeria de autorização do Supremo Tribunal Federal.
Antes da confirmação oficial da PF, Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para informar que o marido havia sofrido uma queda na cela durante a madrugada e se ferido, afirmando que o episódio só teria sido percebido quando ela chegou para visitá-lo.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições presidenciais de 2022. Ele está em regime fechado em uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, por determinação do STF.