Política

Reajuste do mínimo e nova isenção do IR devem injetar R$ 110 bilhões na economia em 2026

Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz que mudanças no salário mínimo e na tabela do Imposto de Renda vão aumentar a renda disponível de milhões de trabalhadores e projeta avanço no Congresso para reduzir jornada semanal e rever escala 6x1

07/01/2026 às 13:11 por Redação Plox

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (7) que o reajuste do salário mínimo e a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil devem injetar cerca de R$ 110 bilhões na economia em 2026.

Luiz Marinho é o ministro do Trabalho

Luiz Marinho é o ministro do Trabalho

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil


A declaração foi dada em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov. Marinho disse acreditar que, mesmo em um ano eleitoral, é possível avançar no Congresso com o projeto que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.

Governo quer rever jornada e escala 6x1

O ministro já havia apontado o fim da escala 6x1 como uma das prioridades da gestão em 2026. A ideia em discussão é reduzir a jornada semanal dos atuais 44 para 40 horas, com uma transição gradual até chegar a 36 horas por semana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também manifestou apoio ao tema, indicando que, na visão do governo, o país e a economia estariam em condições de absorver o fim desse modelo de escala.

Nova faixa de isenção do Imposto de Renda

A nova tabela do Imposto de Renda começou a valer em 1º de janeiro de 2026, isentando trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000. A mudança foi estabelecida por lei sancionada em 26 de novembro.

Além de ampliar a isenção, a tabela reduz a carga tributária para contribuintes que recebem entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais. Acima desse patamar, permanecem as alíquotas progressivas atuais, que variam de 7,5% a 27,5%. Segundo as projeções oficiais, o alívio fiscal pode chegar a até R$ 312,89 por mês no imposto devido.

Reajuste do salário mínimo em 2026

No mesmo pacote de mudanças de início de ano, o salário mínimo passou a ser de R$ 1.621 desde 1º de janeiro. O valor representa um reajuste de 6,79% em relação ao piso anterior e é um dos pilares do impacto estimado pelo governo na renda dos trabalhadores e no consumo interno.

Com o novo mínimo e a atualização da tabela do IR, o governo aposta em um aumento de renda disponível para milhões de trabalhadores e beneficiários da Previdência, o que, na avaliação da equipe econômica, deve impulsionar a atividade ao longo de 2026.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a