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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a defender a privatização dos Correios e afirmou que a gestão pública da estatal “toma tempo” do governo, desviando o foco da administração de outras áreas consideradas prioritárias. A declaração foi feita em vídeo publicado em seu perfil no Instagram nessa terça-feira, 6 de janeiro.
Em suas redes sociais, Zema argumentou que manter empresas como os Correios sob responsabilidade direta do Estado impede que o governo concentre esforços em serviços essenciais. Segundo ele, a administração de estatais consome energia e recursos que poderiam ser direcionados a outras frentes.
"Na hora que eu tenho um Correios no meu guarda-chuva, aquilo me toma tempo," declarou o governador em postagem nas suas redes sociais.
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
Na gravação, o governador respondeu a questionamentos sobre o impacto de uma eventual privatização nas regiões mais afastadas do país, onde a operação pode ser menos lucrativa para empresas privadas. Ele defendeu que contratos de concessão poderiam garantir a continuidade do atendimento nessas localidades, com regras claras e fiscalização rigorosa.
De acordo com Zema, esse tipo de contrato poderia prever punições pesadas quando as empresas não cumprissem as obrigações assumidas, incluindo multas elevadas em situações de falha na prestação dos serviços. Para ele, uma privatização “bem feita” teria condições de manter a cobertura nacional.
O governador também comparou o debate sobre os Correios ao processo de privatização do sistema de telefonia nos anos 1990. Na avaliação dele, antes da venda das estatais do setor, o serviço era mais caro e demorado, enquanto a abertura à iniciativa privada ampliou a concorrência e melhorou o atendimento aos consumidores.
Nessa linha, Zema sugere que a introdução de empresas privadas no serviço postal poderia seguir trajetória semelhante, com aumento de eficiência e expansão de alternativas para a população.
Os Correios, oficialmente Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), são uma empresa pública federal responsável pela universalização do serviço postal no Brasil. Vinculada ao governo federal, a companhia opera em todas as regiões do país, incluindo áreas de menor retorno financeiro.
Como estatal, a empresa tem obrigação de garantir que o serviço chegue a locais remotos, papel considerado estratégico para a integração nacional e para a comunicação entre o poder público e a população em todo o território brasileiro.