Ipatinga é referência na região em Suporte Nutricional

07/02/2019 08:52

Demanda de pacientes no Núcleo de Suporte Alimentar aumentou em 40% no mês de janeiro em relação ao mesmo período do ano passado

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Ipatinga-MG é a única cidade da microrregião de saúde, composta por 14 municípios, que tem conseguido atender na totalidade o Núcleo de Suporte Nutricional. O programa foi criado para apoiar e embasar a distribuição de fórmulas infantis e dietas orais/enterais e suplementos alimentares. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde, que mantém atualmente 258 pacientes no Núcleo. Este número representa 40% a mais, se comparado janeiro deste ano com o mesmo período do ano passado.

terapia nutricional(Foto: divulgação/ PMI)

O programa representa um investimento de quase R$ 1 milhão na aquisição de suprimentos necessários a usuários da rede pública de saúde de Ipatinga que possuem algum tipo de restrição alimentar. O município tem sido um exemplo deste tipo de atendimento na microrregião, apesar de amargar os efeitos de uma retenção de recursos feita pelo Governo do Estado que já acumula R$ 88 milhões somente na área da saúde.  “Só no último quadrimestre nós tivemos um aumento de 28% no número de atendimentos, e mesmo com essa dívida exorbitante Ipatinga tem conseguido ser referência em nossa região. Não houve em nenhum momento a interrupção do programa ou a diminuição de pessoas beneficiadas. Pelo contrário, a demanda subiu, o investimento também aumentou e nós estamos conseguindo honrar com esse compromisso em nossa cidade, porque entendemos que a saúde da população vem em primeiro lugar”, disse o prefeito Nardyello Rocha.

Atendimento

As dietas disponíveis no município são: dieta em pó à base de soja; dieta líquida completa; suplemento alimentar e dieta específica para Doença de Crohn. Já em relação às fórmulas infantis, estão disponíveis: fórmula para crianças de 1 a 10 anos e fórmula hidrolisada.

Dos adultos atendidos no Núcleo, 92% são acamados, 70% têm mais de 60 anos, 28% fazem uso de sonda nasoentérica, 50% alimentam-se por gastrostomia, 22% alimentam-se por via oral, 34,4% são sequelados de Acidente Vascular Encefálico e 28,8% são portadores de doença de Alzheimer. Das crianças, 28,1% são lactentes com intolerância à lactose, 13,4% com alergia à proteína do leite de vaca, 14,7% estão desnutridas, 20% são recém-nascidos de baixo peso, 10% tem doenças debilitantes, 5% são crianças com dificuldades de absorção de nutrientes e 9% têm paralisia cerebral.

De acordo com Naiara Rochele Alves de Sousa, nutricionista da Policlínica Municipal de Ipatinga e Integrante do Núcleo de Suporte Nutricional, atualmente os usuários de Ipatinga cadastrados no Núcleo de Suporte Nutricional são atendidos com no mínimo 50% de suas necessidades nutricionais estimadas nas visitas domiciliares realizadas. “Quando o município arca com no mínimo metade das necessidades do paciente, a família pode ter recursos para outros cuidados. Mas, o mais importante é garantir que o usuário esteja em estado nutricional adequado para aguentar o outro tratamento que porventura ele tenha que fazer e também assegurar um envelhecimento com mais qualidade, no caso dos idosos”, pontuou a nutricionista, acrescentando que não há um tempo-limite para que o paciente permaneça no programa.

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A nutricionista Naiara Rochele cita que Ipatinga atende ao menos 50% das necessidades dos pacientes que pertencem ao programa (Foto: divulgação/ PMI)

Têm direito ao beneficio lactentes e crianças portadoras de fenilcetonúria (uma doença rara, congênita e genética, na qual a pessoa nasce sem a capacidade de quebrar adequadamente moléculas de um aminoácido chamado fenilalanina); crianças e adultos com doenças debilitantes (desnutrição, câncer, doença renal crônica e intolerância ao leite de vaca); aqueles que se alimentam por sonda e com dificuldades de absorção de nutrientes.

O paciente precisa ser morador de Ipatinga e, de acordo com Naiara Rochele, é preciso que ele tenha uma prescrição médica ou nutricional. “Para que tenha acesso ao programa é necessário que o paciente ou responsável vá a uma Unidade de Saúde, procure pelo serviço social para saber como proceder e possua uma renda inferior a três salários mínimos”, esclarece.

Regras do programa

Caso o paciente ou familiar não retire a dieta por dois meses consecutivos na unidade, o benefício será suspenso. Outra regra a ser observada pelo paciente é que não haverá entrega retroativa de dietas. A venda ou doação dos suplementos a terceiros é proibida. As sobras e/ou devoluções devem ser feitas no serviço social da unidade de saúde de referência.

 



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