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Líderes dos Estados Unidos e do Irã têm encontro marcado nesta sexta-feira (6/2), em Omã, para discutir um novo acordo nuclear. Horas antes da reunião, que colocará frente a frente Jared Kushner, genro e conselheiro de Donald Trump, e o chanceler iraniano Abbas Araghchi, a embaixada dos EUA em Teerã emitiu um alerta dramático aos cidadãos norte-americanos no país.
Donald Trump
Foto: (Reprodução / YouTube)
O comunicado orienta que todos os norte-americanos deixem o território iraniano de forma “imediata”, sem expectativa de apoio consular em uma eventual operação de evacuação. Em tom de urgência, a mensagem ressalta que o governo dos EUA não terá condições de organizar resgates oficiais.
Diante do cenário de incerteza, a embaixada sugere que os cidadãos utilizem meios próprios para sair do Irã, indicando rotas terrestres pela Armênia e pela Turquia como alternativas viáveis. A orientação reforça o caráter excepcional da situação e expõe o nível de tensão diplomática às vésperas do encontro em Omã.
O endurecimento do alerta está ligado às restrições impostas pelo regime iraniano ao espaço aéreo e às telecomunicações do país, que passaram a ser limitadas ou bloqueadas. Para quem não conseguir deixar o território iraniano, a recomendação é clara: estocar água, comida e remédios, além de buscar um local seguro para se abrigar.
A reunião entre representantes dos dois países será a primeira tentativa oficial de reaproximação desde a chamada “Guerra de 12 Dias”, travada em junho do ano passado, quando caças americanos bombardearam instalações nucleares iranianas. O episódio levou a uma nova deterioração nas relações entre Washington e Teerã.
Mesmo antes de começar, a mesa de negociação já enfrenta impasses. De um lado, Donald Trump condiciona qualquer avanço ao fim do enriquecimento de urânio pelo Irã e à interrupção do financiamento de milícias, sob ameaça de novos ataques militares caso essas exigências não sejam atendidas. Do outro, o governo iraniano classifica as condições impostas pelos EUA como violação de sua soberania e promete retaliar contra alvos americanos e israelenses se houver uma nova ofensiva.