Dólar sobe a R$ 5,1560 com volatilidade e tensão no Oriente Médio; petróleo perto de US$ 110 pressiona mercado
Moeda avança 0,19% por volta das 9h55 nesta terça (7), enquanto investidores acompanham o prazo citado por Donald Trump sobre o Estreito de Ormuz; alta do Brent e combustíveis leva governo a detalhar pacote com subvenção ao diesel, medidas para o GLP e apoio ao setor aéreo.
07/04/2026 às 09:26por Redação Plox
07/04/2026 às 09:26
— por Redação Plox
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O mercado financeiro opera sob volatilidade nesta terça-feira (7), com investidores monitorando a escalada de tensão no Oriente Médio e o prazo citado por Donald Trump para que a reabertura do Estreito de Ormuz entre em um eventual acordo. No radar, o petróleo segue próximo de US$ 110 por barril, enquanto, no Brasil, o governo federal detalha medidas para reduzir impactos sobre diesel, gás de cozinha (GLP) e o setor aéreo.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
Mercado vem de sessão de oscilações e atenção ao petróleo
Na véspera, segunda-feira (6), o Ibovespa encerrou o pregão com leve alta, sustentado principalmente por ações da Petrobras em um dia de avanço do petróleo no exterior. No câmbio, o dólar à vista fechou em baixa, em uma sessão marcada por oscilações estreitas, segundo balanço do mercado. Já o contrato do Brent terminou o dia em alta, com o barril acima de US$ 109.
Prazo de Trump sobre Ormuz mantém investidores em alerta
No cenário internacional, investidores seguem atentos às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a crise envolvendo o Irã e a navegação no Estreito de Ormuz. Em meio às negociações, Trump afirmou que a liberdade de navegação pela rota precisa constar em qualquer entendimento, com prazo apontado para a noite desta terça-feira (7).
Governo anuncia pacote para diesel, GLP e setor aéreo
No Brasil, o governo anunciou um conjunto de medidas em resposta à alta dos combustíveis associada ao encarecimento do petróleo. Entre os pontos informados estão novas subvenções para o diesel, benefício para o GLP e ações voltadas ao setor aéreo, incluindo a redução a zero de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) e a criação de linhas de crédito via Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).
As medidas foram apresentadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, como parte da estratégia para mitigar os efeitos do choque de preços.
Impacto tende a continuar ao longo do dia
Com o petróleo em patamar elevado e o aumento da incerteza geopolítica, o mercado doméstico tende a permanecer sensível ao noticiário externo, com reflexos sobre câmbio, ações e expectativas para combustíveis e passagens aéreas.