Fifa abre processo contra federação espanhola após cânticos xenófobos em amistoso
Entidade apura episódio registrado no jogo entre Espanha e Egito, em Barcelona, com assobios ao hino e gritos islamofóbicos
07/04/2026 às 16:57por Redação Plox
07/04/2026 às 16:57
— por Redação Plox
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A Fifa abriu um processo disciplinar contra a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) devido a cânticos islamofóbicos e xenófobos registrados no amistoso entre Espanha e Egito. A informação foi confirmada pela entidade máxima do futebol mundial à agência AFP.
O jogo, disputado em 31 de março no Estádio Cornellà, em Barcelona, reuniu duas seleções já classificadas para a fase final do Mundial de 2026. A partida, porém, acabou marcada por manifestações de uma parcela de torcedores espanhóis nas arquibancadas.
Fifa abriu processo disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol.
Foto: Reprodução
Cânticos e vaias antes e durante a partida
Segundo o relato, os cânticos foram ouvidos diversas vezes ao longo do amistoso preparatório para a Copa. Ainda antes do início, houve assobios durante a execução do hino da seleção africana.
Foi em um setor de um dos cantos do estádio — área onde normalmente se posiciona a torcida organizada do Espanyol, conhecida como “La Curva” — que um cântico foi repetido a partir dos 20 minutos: “quem não salta é muçulmano”.
RFEF tentou conter o episódio no estádio
Em resposta, a RFEF usou o sistema de som e as telas gigantes do estádio para pedir o encerramento dos cânticos no intervalo. A medida, no entanto, não surtiu o efeito esperado naquele setor das bancadas e, de acordo com o texto, acabou incentivando grupos reduzidos de torcedores em outras áreas.
Nas redes sociais, a RFEF condenou o episódio e reforçou o posicionamento contra o racismo.
A RFEF une-se à mensagem do nosso futebol contra o racismo e condena qualquer ato de violência nos estádios.
RFEF
Reação oficial e investigação policial
Após a partida, o presidente da RFEF, Rafael Louzán, lamentou e condenou o ocorrido, defendendo que “este tipo de comportamentos” deve ser reprovado e que o futebol precisa ser exemplo de convivência e respeito.
O caso levou à abertura de uma investigação pela polícia catalã e gerou uma onda de indignação nacional. A repercussão chegou ao primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, que criticou duramente a “minoria” de torcedores que, segundo ele, “manchou” a imagem do país em um episódio classificado como “inaceitável”.