Governo atualiza ‘lista suja’ do trabalho escravo e inclui 169 novos empregadores

Cadastro do Ministério do Trabalho passa a reunir cerca de 613 nomes; atualização cita Amado Batista e a montadora chinesa BYD e registra resgate de 2.247 trabalhadores

07/04/2026 às 10:48 por Redação Plox

O governo federal atualizou a chamada “lista suja” do trabalho escravo, cadastro público que reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Atualização inclui 169 novos empregadores

Nesta atualização, foram incluídos 169 novos empregadores. Entre os nomes que passam a constar no cadastro estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD. Com a atualização, o total passa a girar em torno de 613 empregadores na lista.

Segundo os dados divulgados, os novos casos incluídos resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores.

Setores com mais registros na nova lista

As atividades com mais registros nesta atualização foram serviços domésticos, criação de bovinos para corte, cultivo de café, construção de edifícios e também serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita.

225 empregadores foram retirados após prazo de dois anos

A lista também teve baixas: 225 empregadores foram retirados porque completaram os dois anos de inclusão previstos no cadastro.

Casos ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 estados

Os casos desta atualização aconteceram entre 2020 e 2025, em 22 estados. Minas Gerais aparece com o maior número de empregadores incluídos, seguida por São Paulo, Bahia, Paraíba e Pernambuco, entre outros.

Divulgação é semestral e busca dar transparência às fiscalizações

A “lista suja” é divulgada duas vezes por ano — em abril e outubro — pelo Ministério do Trabalho, com o objetivo de dar transparência aos resultados das fiscalizações de combate ao trabalho escravo.

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