Hospital Márcio Cunha destaca união entre tecnologia e humanização e realiza procedimento pioneiro no Leste de Minas

Equipe de Cirurgia Vascular tratou aneurisma de aorta abdominal com técnica de endoâncora, reforçando segurança da prótese e sem necessidade de proctoria externa, em alusão ao Dia Mundial da Saúde

07/04/2026 às 10:00 por Redação Plox

No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, o debate sobre o futuro da assistência ganha ainda mais força. Em meio a avanços científicos e mudanças constantes, instituições de referência têm mostrado que tecnologia e cuidado humanizado podem — e devem — atuar de forma integrada, ampliando o acesso, tornando processos mais eficientes e oferecendo uma experiência mais segura e acolhedora aos pacientes.

Release - Tecnologia e humanização caminham juntas no Hospital Márcio Cunha

Foto: Divulgação

No Hospital Márcio Cunha (HMC), em Ipatinga, unidade administrada pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), essa combinação faz parte da rotina. Com investimentos contínuos em estrutura, qualificação de equipes e incorporação de recursos avançados, a instituição busca fortalecer uma assistência cada vez mais resolutiva, mantendo as pessoas no centro do cuidado.

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Procedimento pioneiro reforça assistência de alta complexidade na região

Na última semana, a equipe de Cirurgia Vascular do Hospital Márcio Cunha realizou um procedimento pioneiro no Leste de Minas para o tratamento de aneurisma de aorta abdominal, condição grave que exige alta precisão e tecnologia. A cirurgia foi feita integralmente pela equipe do hospital, sem necessidade de proctoria externa, ampliando a oferta regional de tratamentos de alta complexidade.

O desafio clínico envolvia a presença de um “colo hostil”, uma angulação na aorta que dificulta a colocação da prótese. Para superar a condição, os especialistas Dr. Leonardo Augusto D’Ávila Gonçalves, Dr. Vinícius Vaz de Melo e Dra. Giselly Gomes Carvalho utilizaram a técnica de endoâncora, que permite a fixação interna da prótese na parede da artéria, como uma espécie de sutura endovascular. A estratégia evita o deslocamento do material e reduz o risco de vazamentos, aumentando a segurança do paciente.

Para o hospital, o resultado reforça tanto a experiência do time quanto a estratégia institucional de investir em tecnologias que ampliem as possibilidades terapêuticas e consolidem a assistência de alta complexidade na região.

Família destaca agilidade e cuidado no atendimento

O paciente Enerio Herculano de Sousa, de 68 anos, e seus familiares ressaltaram a rapidez e a atenção recebidas desde o diagnóstico até o pós-operatório. Segundo a filha, Marcela, a atuação da Cirurgia Vascular foi decisiva para identificar uma mudança no aneurisma e indicar a cirurgia no momento adequado, além do suporte recebido das equipes envolvidas no atendimento.

A gente não esperava que tudo acontecesse tão rápido. Em poucos dias já estávamos com a cirurgia realizada e meu pai pronto para ir para casa. A entrada da Cirurgia Vascular foi fundamental, porque o médico conseguiu identificar uma mudança no aneurisma e foi muito assertivo no momento certo de indicar a cirurgia. Se tivesse deixado para depois, poderia ter sido um cenário muito mais difícil. A equipe nos explicou tudo com muita calma, conversou com a família, passou segurança sobre a tecnologia e demonstrou muita competência técnica. Também queremos agradecer à equipe da UTI, enfermagem, anestesistas e a todos os profissionais pelo cuidado e atenção no pós-operatório. Só temos a agradecer por todo o atendimento prestado

Marcela

Tecnologia como parte do cuidado, sem perder a humanização

Para o diretor técnico do Hospital Márcio Cunha e médico anestesiologista, Dr. Alexandre Silva Pinto, a tecnologia é hoje um componente essencial em hospitais de alta complexidade, com impacto direto na precisão diagnóstica, na segurança e na agilidade da tomada de decisão.

Ele destaca que a busca por eficiência não significa reduzir a humanização. Ao organizar fluxos, reduzir desperdícios de tempo e evitar retrabalhos, a instituição ganha capacidade de atender com mais rapidez e qualidade, fortalecendo o cuidado centrado no paciente. Na visão do diretor, quando a estrutura e os processos funcionam bem, o olhar humano não se perde — ele se fortalece.

Formação de equipes e avanços tecnológicos

Essa diretriz também orienta a qualificação das equipes no hospital. De acordo com o diretor técnico, a formação vai além do domínio de técnicas e protocolos e envolve cultura de segurança, escuta, acolhimento e comunicação clara, respeitando a história de cada paciente e de sua família.

Entre os avanços incorporados nos últimos anos, o hospital cita o uso de inteligência artificial em exames de ressonância magnética, com exames mais rápidos, imagens mais nítidas e maior conforto. Outro exemplo é a realização de procedimentos de alta complexidade, como a embolização hepática com microesferas, que amplia alternativas terapêuticas em casos complexos.

Investimentos em áreas estratégicas — como UTIs, bloco cirúrgico e diagnóstico por imagem — também reforçam a capacidade de resposta da instituição, especialmente em situações de maior gravidade.

Indicadores e reconhecimentos acompanham a evolução assistencial

A evolução da qualidade assistencial é acompanhada por indicadores que avaliam segurança do paciente, efetividade clínica e experiência do usuário. Segundo o diretor técnico, esse monitoramento inclui tempo de resposta e adesão a protocolos, e os reconhecimentos externos ajudam a validar o trabalho desenvolvido.

O hospital destaca, entre esses reconhecimentos, a permanência entre unidades de maior destaque do país e a conquista do selo Top Performer para as UTIs.

Estrutura e números do Hospital Márcio Cunha

O Hospital Márcio Cunha é um hospital geral de alta complexidade com 60 anos de atuação. A instituição possui 558 leitos e três unidades, sendo uma exclusiva para o tratamento oncológico. Atende uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e conta com cerca de 500 médicos em 58 especialidades, com serviços em ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular, oncologia adulto e infantil, entre outros.

No último ano, foram cerca de 5.580 partos, 35 mil internações, 17 mil cirurgias e 67 mil sessões de hemodiálise. Na unidade de oncologia, foram mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.

O HMC foi o primeiro hospital do país a ser acreditado em nível de excelência (ONA III) pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Além disso, é classificado pela revista norte-americana Newsweek, por sete anos consecutivos, entre as melhores unidades hospitalares do Brasil, sendo o 6º em Minas Gerais.

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