MPRJ prende 3 PMs suspeitos de desviar drogas e armas apreendidas e repassar a facções no Rio

GAECO, com apoio da Corregedoria da PM, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão; sargentos foram denunciados por associação criminosa e peculato na Justiça Militar

07/04/2026 às 10:17 por Redação Plox

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou e obteve, nesta terça-feira (7), a prisão de três policiais militares suspeitos de desviar armas apreendidas, drogas e cargas roubadas no Rio. O caso é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ).

A operação contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Auditoria da Justiça Militar.


Dinheiro apreendido na casa de um dos PMs

Dinheiro apreendido na casa de um dos PMs

Foto: Divulgação/MPRJ


Quem são os policiais presos e quais crimes vão responder

Segundo o MPRJ, foram presos os sargentos Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa. O órgão informou que os três foram denunciados à Justiça Militar e devem responder por associação criminosa e peculato.


Raphael Nascimento Ribeiro, Ricardo da Silva Ferreira e Thiago Corrêa da Costa

Raphael Nascimento Ribeiro, Ricardo da Silva Ferreira e Thiago Corrêa da Costa

Foto: Reprodução


Investigação liga denúncias a apurações sobre milícia

De acordo com o MPRJ, a ação penal é um desdobramento de investigações sobre uma milícia com atuação no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio, e também na Baixada Fluminense. Durante as apurações, os promotores identificaram inicialmente Ricardo Ferreira como revendedor de armas para a organização criminosa.

Denúncia cita negociação de 140 quilos de maconha e carga roubada

Ainda conforme a denúncia mencionada pelo MPRJ, o GAECO apontou uma negociação entre Ricardo e Raphael para a venda de 140 quilos de maconha. Segundo o órgão, outro diálogo trataria do planejamento para obter lucro com a venda de uma carga de refrigerantes roubada.

O MPRJ também afirma que a denúncia relata que Thiago Costa apreendia armas de fogo em incursões policiais e deixava de apresentá-las à autoridade policial, entregando-as de forma habitual a Ricardo.

Até a publicação desta matéria, não havia informação oficial, na nota do MPRJ, sobre defesa dos denunciados.

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