Operação prende suspeitos de sequestrar corretor de criptomoedas após tentativa de lavar R$ 70,8 milhões em SP
MP-SP e Polícia Civil apuram que o valor seria parte de um furto de R$ 146 milhões contra o Banco Itaú; três dos seis alvos com prisão temporária já foram detidos, incluindo um guarda civil de Indaiatuba
07/04/2026 às 07:37por Redação Plox
07/04/2026 às 07:37
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (7), suspeitos de sequestrar um corretor de criptomoedas em fevereiro do ano passado. Segundo a investigação, o crime ocorreu após uma tentativa frustrada de “lavar” R$ 70,8 milhões.
A apuração é conduzida pelo 34º Distrito Policial (Morumbi), na capital paulista.
Viatura da Polícia Civil de São Paulo
Foto: Reprodução/SSP-SP
Investigação liga “lavagem” frustrada a furto de R$ 146 milhões
De acordo com o inquérito, o montante de R$ 70,8 milhões seria parte de um furto de R$ 146 milhões contra o Banco Itaú e acabou bloqueado por instituições financeiras. Ainda segundo a investigação, esse bloqueio teria motivado a ação violenta do grupo contra o corretor.
Seis mandados de prisão temporária; três suspeitos já foram detidos
A Polícia Civil informou que seis suspeitos tiveram mandados de prisão temporária expedidos e que, até a atualização divulgada nesta terça-feira, três já haviam sido presos. Entre os detidos está um guarda civil de Indaiatuba, no interior de São Paulo. Uma das prisões ocorreu no Rio Grande do Norte.
Além das prisões, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Ao todo, 13 endereços foram alvo da medida.
Corretor foi abordado no Shopping Cidade Jardim e levado a sítio
Segundo a investigação, a vítima foi abordada no Shopping Cidade Jardim, na zona sul de São Paulo, e levada para um sítio em Santa Isabel, na Grande São Paulo. No local, o corretor teria sofrido agressões e ameaças.
Suspeitos teriam simulado venda de site de apostas e coagido vítima
Os suspeitos, de acordo com a polícia, simularam a venda de um site de apostas para tentar justificar transferências e coagiram a vítima a fornecer senhas bancárias e de aparelhos celulares. Relatos reunidos no inquérito apontam que integrantes do grupo mencionaram ligações com a facção PCC.
Mensagens indicam planejamento e monitoramento do corretor
A análise de celulares apreendidos, conforme a investigação, indicou planejamento prévio do crime, com mensagens sobre o monitoramento da vítima, uso de veículos de luxo e ajustes para “dar um pau” no corretor.
A polícia também informou que o chefe do grupo já havia sido alvo de operações da Polícia Federal e do CyberGaeco em apurações sobre fraudes eletrônicas semelhantes.
Polícia pede prisão por 30 dias e quebra de sigilo de mensagens
A Polícia Civil pediu a prisão temporária por 30 dias, apontando a medida como necessária para a segurança da vítima e para a continuidade das investigações. Também foi solicitada a quebra de sigilo de mensagens para identificar a estrutura completa da organização.