Fiemg vê alívio imediato, mas pede cautela com pacote para conter alta dos combustíveis

Entidade avalia medidas do governo federal como relevantes no curto prazo e alerta para necessidade de acompanhamento, equilíbrio fiscal e coordenação entre União e estados.

07/04/2026 às 09:12 por Redação Plox

Após o anúncio de novas medidas do governo federal para conter os impactos da alta dos combustíveis, associada à guerra no Oriente Médio, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avaliou que as iniciativas têm peso no curto prazo, mas exigem acompanhamento atento, especialmente em relação ao equilíbrio fiscal.

Fiemg vê resposta de curto prazo, mas cobra atenção aos efeitos

Em nota, a entidade afirmou que o pacote anunciado configura uma resposta relevante no curto prazo a um cenário de crise, ainda que os efeitos e desdobramentos precisem ser monitorados com cuidado, sobretudo no que se refere ao equilíbrio fiscal e à coordenação entre os entes federativos.

Nesta segunda-feira (6/4), o governo federal anunciou novas subvenções para evitar uma escalada nos preços do diesel, do gás de cozinha e do querosene de aviação.

Imagem ilustrativa de uma bomba com Diesel S10 num posto de combustíveis

Imagem ilustrativa de uma bomba com Diesel S10 num posto de combustíveis

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


Subsídio ao diesel terá vigência em abril e maio de 2026

Entre as medidas, está o subsídio ao diesel de R$ 1,20 por litro, com custo dividido entre o governo federal e os estados. A vigência prevista é para abril e maio de 2026.

O custo total do subsídio está limitado a R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões da União e R$ 2 bilhões dos estados. Segundo o texto, o impacto fiscal federal será compensado por aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre cigarros.

Entidade destaca redução de custos e garantia do abastecimento

No posicionamento, a Fiemg disse reconhecer a relevância de ações emergenciais voltadas à redução de custos e à garantia do abastecimento, em meio a um cenário internacional descrito como de elevada volatilidade.

Na nota, a entidade também aponta que o pacote contempla ações como subsídios ao diesel com divisão de custos entre os estados, nova redução de PIS/Cofins e iniciativas voltadas ao gás de cozinha e ao querosene de aviação. A Fiemg afirma ainda que o objetivo central é mitigar os efeitos da alta dos combustíveis, que vem se prolongando nas últimas semanas e impactando o custo do transporte, com reflexos sobre preços de produtos e inflação.

“O pacote anunciado configura uma resposta relevante no curto prazo a um cenário de crise, ainda que seus efeitos e desdobramentos devam ser acompanhados com atenção, sobretudo no que diz respeito ao equilíbrio fiscal e à coordenação federativa”.

Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG)

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a